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A alta após cura de Covid-19 e dengue

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Na última segunda-feira (27), a funcionária pública Sandra Lúcia Bozza, 60, finalmente teve alta médica após novos exames apontarem que ela estava curada do novo coronavírus. Foram dezessete dias de internação e isolamento no Hospital São Francisco que informou que Sandra foi  a primeira paciente internada na ala destinada ao tratamento de pessoas com Covid-19 a ser totalmente curada do vírus. O resultado gerou grande alegria em toda a equipe do hospital que fez questão de homenagear Sandra que deixou o quarto em uma cadeira de rodas sendo aplaudida pelos profissionais. “Os aplausos foram lindos. Eu não sabia que eles iam fazer isso para mim e assim que der eu quero dar um abraço em todos”, relatou a paciente que falou com a Gazeta um dia após ter alta.

Sandra contou que na Sexta-feira Santa (10), foi ao hospital porque há três dias estava com muita tosse seca, febre e falta de ar. Exames foram feitos, como o de sangue, por exemplo, e apontaram que a funcionária pública estava com dengue, sinusite e infecção de urina.

De imediato, ela foi tida como suspeita de Covid-19 e foi internada na área de isolamento do hospital. Mesmo com tantos problemas diagnosticados e com todos os sintomas que sentia, ela relatou que jamais imaginou que estaria com o novo coronavírus. O exame de secreção que colhe amostras do nariz e da garganta foi feito em Sandra e ela passou a ser medicada enquanto aguardava o resultado que realmente atestou positivo.

Sandra afirmou que o momento mais difícil para ela foi ouvir que estava com a doença. “Eu comecei a chorar muito e liguei para minha filha para dizer que agora eu iria morrer”, lembrou. A funcionária pública esclareceu que está afastada do trabalho, razão pela qual desde o início do isolamento social não saía de casa e não tinha contato com as pessoas.

Sandra acredita que tenha sido contaminada pelo vírus através dos serviços de delivery. Isso porque, ela mora sozinha e quase todos os dias estava pedindo comida. “Para mim, o vírus pode ter vindo no papel que envolve a marmitex”, pontuou Sandra que também disse que de todos os entregadores que a atendeu nenhum usava máscara.

A família de Sandra também realizou o exame que deu negativo para todos, o que a faz reforçar que só pode ter pego o novo coronavírus por conta do delivery. Com relação a dengue, Sandra também não sabe dizer como contraiu a doença, já que sua casa não tem quintal.

Moradora do Jardim Santa Terezinha I, ela disse pensar que o mosquito pode ter vindo da vizinhança. Do hospital, a funcionária pública lembrou que os dias de isolamento foram difíceis e doloridos. “Foi um terror, mas eu sabia que era necessário”. O único contato que teve com a família durante os dezessete dias de internação aconteceu por telefone. “Minha família e amigos da igreja me deram muita força para vencer”.

Apesar de sentir muita falta de ar, indisposição e ter perdido o olfato, Sandra não precisou ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e por nenhum momento ficou inconsciente. “Eu fiquei com oxigênio no nariz e entre vários remédios que tomei, fui tratada com a cloroquina”, pontuou Sandra que disse que todos os dias a epidemiologista Fabiana Sinisgalli Romanello Campos passava em seu quarto. “Comecei a ter esperança quando a doutora disse que meu pulmão estava reagindo bem, e no dia que ela disse que eu estava curada eu pulei da cama de alegria”, compartilhou.

Sem o vírus e em casa, a funcionária pública ainda está tomando alguns remédios para o pulmão e para a sinusite. Aliviada e grata pela recuperação, Sandra enfatizou que assim como muitas pessoas, ela não acreditava tanto assim no novo coronavírus. “Eu vivi com o vírus e posso dizer que é difícil. Não queiram pegar”, ressaltou Sandra que finalizou pedindo que todos levem a sério o isolamento social e o uso das máscaras.

 

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