Home»Caderno Multi»Adoção traz nova vida para cães e gatos

Adoção traz nova vida para cães e gatos

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Levantamento do Instituto Pet Brasil aponta que a população pet no Brasil é de cerca de 140 milhões de animais (cães, gatos, peixes, aves e répteis e pequenos mamíferos). A maioria é de cachorros (54,2 milhões) e felinos (23,9 milhões), que somam um total de 78,1 milhões de animais. Desses, 3,9 milhões são chamados de ACVs (Animais em Condição de Vulnerabilidade), sendo que cães representam 69%, enquanto os gatos correspondem a 31% . Os dados foram levantados em agosto do ano passado.

O Brasil possui 172.083 animais abandonados sob a tutela das ONGs e grupos de Protetores Não estão incluídos entre os ACVs os animais abandonados, que são aqueles que vivem por um determinado tempo sem um tutor definido. A maioria desses pets abandonados vive sob a tutela de ONGs ou protetores que assumem a responsabilidade de manter esses animais e promover a adoção voluntária.

Mas há ainda aqueles que acolhem os animais abandonados por serem movidos por um amor incondicional por pets. Ou seja, resgatam estes animais das ruas. Certamente, você conhece alguém que já fez isso e tem dois ou três pets retirados das ruas, mas a Gazeta descobriu um casal que tem 53 pets, todos retirados das ruas. São 33 cães e 20 gatos que são tratados como filhos pelo casal Cesar Antônio Lopes, o Guerreiro, e Rosângela Vaz de Lima. Todos vivem no “Cantinho do Guerreiro”, no Engenho Velho.

AMOR INCONDICIONAL

Casal trata cães e gatos como filhos

A história de amor pelos pets é uma constante na vida de Cesar Antônio Lopes, o Guerreiro. Mineiro de Uberlândia (MG) que morou em diversas cidades até mudar-se para Mogi Guaçu. Neste período, ele já tinha recolhido vários pets em cada um dos municípios. Chegando aqui não foi diferente. Atualmente, esta prática não pode ser mais realizada porque não há mais espaço para abrigar, assim como a condição financeira não possibilita tal crescimento.

Na chácara que é alugada e fica no Engenho Velho, Guerreiro mantém 33 cães e 20 gatos. O cuidado com os pets é dividido com a companheira Rosângela Vaz de Lima. E o que não falta é trabalho. Afinal, são mais de 10 baias para serem limpas diariamente. Cada um dos espaços tem o símbolo de uma patinha e abaixo o nome de cada animal abrigado no local. “São filhos”, acentua Guerreiro explicando porque não dispõe os animais para adoção.  Todos os machos são castrados. As vacinas estão em dia e o local é de conhecimento do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).

O casal levanta todos os dias às 5 horas da manhã para cuidar os animais. E são algumas horas de trabalho. Aliás, Rosângela comenta que não têm vida social porque mal podem sair porque os cuidados são permanentes. “É essa a rotina de todos os dias. Quando um sai, o outro fica”, diz. Mesmo depois da construção das baias, alguns animais foram resgatados e acomodados em espaços organizados na varanda da casa. A piscina do local também é de uso exclusivo dos pets. “Eles adoram”, comenta Guerreiro.

RETRIBUIÇÃO

Para o casal, o retorno de tanta dedicação vem em forma de carinho dos pets e na satisfação que tem em vê-los saudáveis. Afinal, todos foram vítimas de maus tratos ou abandono. “O ser humano que vive 80 anos não aprende a oferecer o amor que eles (pets) oferecem pra gente”, justifica Guerreiro. Ele conta que o trabalho ficou mais leve com a ajuda de Rosângela que o conheceu quando foi doar ração para os pets.

Isto porque, com o acolhimento de tantos animais, o “Cantinho do Guerreiro” tem enfrentado dificuldades com a manutenção e exposto a situação em redes sociais. São 350 quilos de ração por mês, sendo 300 para os cães e 50 para os gatos. Há ainda os gastos com os produtos de banho, medicamentos e cobertores. A renda do casal não está sendo suficiente para as despesas e, por isso, toda ajuda é bem-vinda. Mas o casal faz questão que as pessoas os visitem e conheça o local antes de doar.

O contato pode ser feito pelo telefone (19) 98755299 ou pelas redes sociais do Cantinho do Guerreiro.

PARCERIA

Bióloga enfatiza importância da ajuda das ONGs e protetores independentes

A bióloga do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Silvana Munhoz Bueno, é taxativa ao falar da importância das ONGs e protetores independentes no cuidado com os animais vítimas de abandono e maus-tratos. “Contribuem bastante e, ainda que a cidade tenha muitos animais abandonados, o número reduziu bastante quando comparado ao período que não havia estas iniciativas”, pontua.

Silvana observa que estas ações também ajudam no controle das zoonoses, como a raiva e cinomose, entre outras doenças. “E também evita os acidentes tanto para os animais como para as pessoas”, pontua referindo-se às questões no trânsito, por exemplo.

Sobre a iniciativa do casal do “Cantinho dos Guerreiros”, a bióloga diz que não se trata de um caso isolado, pois conhece o proprietário de um sitio, na região do Itaqui, que também abriga mais de 50 animais. “E ele também cercou a propriedade, que é bem grande, e construiu canil de alvenaria com casinha para todos”, conta.

INSTITUTO PET BRASIL

172 mil animais estão sob a tutela de ONGs e grupos de Protetores

Da Redação

O levantamento do Instituto Pet Brasil apurou a existência de 370 ONGs atuando na proteção animal. Dessas 46%, ou 169 ONGs, estão na região Sudeste, seguida pelas regiões Sul (18%), Nordeste (17%), Norte (12%) e, por fim, Centro-Oeste (7%). Essas instituições tutelam mais de 172 mil animais. Desses, 165.200 (96%) são cães e 6.883 (4%) são gatos.

As ONGs e protetores forneceram informações diversas sobre a sua capacidade de acolhimento e o acolhimento real do momento. Com base nesses dados, o Instituo Pet Brasil classificou as entidades e estimou sua capacidade máxima de acolhimento. As de pequeno porte conseguem abrigar até cem animais, as de médio porte, de 101 a 500, e as de grande porte abrigam mais de 501 animais.

O acolhimento máximo foi estimado de acordo com os critérios de classificação definidos pelo Instituto Pet Brasil, com base nesses critérios e observando as características das ONGS, o Brasil possui hoje 172.083 animais abandonados sob a tutela das ONGs e grupos de Protetores. Dos mais de 172 mil animais tutelados, 165.200 (96%) são cães e 6.883 (4%) são gatos. Os abrigos de médio porte destacam-se por tutelar mais de 89 mil animais. Portanto, são responsáveis por mais de 52% da população de pets disponíveis para adoção.

De acordo com os dados, 0,0002% da população total de cães, de 54,2 milhões, e de gatos, de 23,9 milhões, evolui efetivamente para a condição de abandono. Outra questão é a saúde veterinária. Dados divulgados pelo IBGE apontam que o Brasil vacina cerca de 75% da sua população de cães e gatos. Estima-se que em 2018 mais de 59 milhões desses animais foram vacinados em todo o território nacional. Esse resultado indica que aproximadamente 19 milhões deles não foram imunizados contra raiva.

A região com índice de vacinação mais alto é a Sudeste, com 84%, seguida da Centro-Oeste (82%), da Nordeste (70%), da Norte (67%) e da Sul (63,5%).

Previous post

Ponte metálica deve ser feita na vicinal

Next post

Vereadores acusam Prefeitura de negligência