Home»Cidade»Albergue e Casa da Acolhida orientam moradores de rua

Albergue e Casa da Acolhida orientam moradores de rua

As pessoas em situação de rua ou os acolhidos estão sendo orientados sobre as medidas de prevenção

0
Shares
Pinterest WhatsApp

O presidente do projeto Vinha Esperança, que é responsável pelo Albergue Noturno “Nair Simoni Panciera”, José Roberto Panciera, o Tomé, informou que o atendimento das pessoas em situação de rua, em meio à crise do novo coronavírus, está normal, tendo sofrido apenas algumas mudanças preventivas no combate à doença. Com isso, a população que vive nas ruas da cidade continua recebendo no albergue alimentação e estrutura para tomar banho e até mesmo dormir. “Estamos recolhendo e orientando a todos sobre os riscos do novo coronavírus”, enfatizou Tomé que disse que o número de atendidos não sofreu alteração.

O presidente ainda informou que o projeto Vinha Esperança continua indo as ruas para orientar os moradores e para também pedir que eles utilizem o Albergue. “O maior problema agora é com relação aos moradores de rua que são de outras cidades. Por conta da diminuição dos ônibus fica mais difícil a gente conseguir mandar eles de volta para casa, mas estamos trabalhando”.

Quanto ao atendimento no Albergue, o coordenador Paulo Lúcio Ferraz da Silva explicou que na entrada do prédio foi colocado um tapete umedecido com água sanitária para as pessoas realizarem a limpeza dos sapatos antes de entrarem, além de álcool em gel para a limpeza das mãos. Todos estão sendo informados sobre o coronavírus e estão sendo orientados quanto à importância de se lavar bem as mãos, evitar contato físico e sempre estar limpo. “Na hora das refeições, um morador de rua por vez entra no refeitório e é orientado a se sentar com um metro e meio de distância dos outros colegas. Além disso, nosso refeitório é amplo e as instalações são espaçosas”, comentou.

Atualmente, 20 moradores de rua da cidade estão dormindo no Albergue, além de outros 12 que são de fora. “Todos estão pulando uma cama por pessoa para respeitar a distância determinada contra possíveis contaminações” completou o coordenador que disse que a população pode ajudar fazendo doações de produtos de limpeza e higiene.

A Comunidade Caminho para a Paz “Casa da Acolhida” também trabalha com pessoas que vivem em situação de rua e estão precisando se reinserir no ambiente familiar. Atualmente, eles têm 36 acolhidos, sendo que deste total três são mulheres. O coordenador geral Carlos Ferreira e a coordenadora técnica Celma Palma explicaram que todo o serviço da casa mudou após a chegada da Covid-19 no país. A primeira ação tomada foi suspender a saída dos acolhidos, com exceção daqueles que têm trabalho com carteira assinada e continuam trabalhando. “Quando eles voltam para cá, eles realizam todo um processo de higienização para entrar”, pontuou Ferreira. As visitas de familiares e amigos também foram suspensas, conforme explicou Celma. “Nós entramos em contato com os familiares e explicamos todo o cenário a eles, sendo que o contato familiar continua sendo feito por telefone e vídeos chamadas”.

Com relação ao coronavírus, os coordenadores disseram que no início, os acolhidos foram um pouco resistentes. No entanto, uma enfermeira esteve na casa e conversou com eles sobre sobre todas as mudanças necessárias na rotina. No refeitório, uma marcação feita no chão, indica o local correto de se esperar na fila, além disso, os quartos são mantidos arejados e limpos.

Dados da Secretaria de Promoção Social dão conta de que, atualmente, a cidade tem 40 pessoas em situação de rua.

Previous post

Médicos do CEM reforçam os atendimentos nas UBSs e USFs

Next post

Covid-19: Mogi Guaçu vai fazer desinfecção de ruas