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Ambiental inicia operação Corta Fogo

Em Mogi Mirim, o responsável por um canavial foi multado em mais de R$ 200 mil por um incêndio irregular na área

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A Polícia Militar Ambiental realiza desde o último dia 1º, a Operação Corta Fogo em todo o Estado de São Paulo com o objetivo de combater os incêndios criminosos que aumentam nesta época de estiagem. Na última quinta-feira (14), foi divulgado o balanço parcial da operação feita na área do 1º pelotão que tem sede em Pirassununga e atende Mogi Guaçu e Mogi Mirim. Em 14 dias, foram 18 focos de incêndio captados, sendo que 16 foram atendidos e nove aconteceram na área de Mogi Guaçu. Até o momento foram registrados dois Boletins de Ocorrência, dois Autos de Infração Ambiental (AIA), 14 Termos de Vistoria Ambiental (TVA), 210,9 hectares de área objeto de autuação (cultura de cana), e um total de R$ 210.900,00 em valor de multas aplicadas.

O comandante do 1º pelotão, tenente Ivo Fabiano Morais, ressaltou que a operação Corta Fogo consiste basicamente no atendimento de focos de incêndio que são detectados por sistema de monitoramento dentro da área do pelotão. “Uma vez detectado, nós temos que realizar o atendimento, onde analisamos se serão adotadas ou não medidas em desfavor dos autores, quando a autoria é conhecida, ou em desfavor dos responsáveis ou proprietários, quando é desconhecida”, esclareceu Morais. A maioria dos atendimentos feitos, até agora, aconteceu na área de Mogi Guaçu, onde, segundo o tenente, acontecem muitas queimadas. “Dos nove atendimentos feitos na área, um culminou com um auto de infração que ultrapassou os R$ 200 mil reais”, informou Morais.

A ocorrência citada trata-se de uma queimada que aconteceu na última terça-feira (12), no Km 7 da Estrada Municipal Sebastião Domingos de Freitas, no bairro Brumado, em Mogi Mirim. Os policiais Jacomussi e Maurício estavam em patrulhamento e identificaram focos de incêndio em uma área de canavial, sendo que o responsável pela área foi multado em R$ 206.700,00 por fazer uso de fogo em 206,7 hectares em área agropastoril nos termos do art. 58 da Resolução SMA 048/14. O tenente Ivo explicou que neste caso não coube punição criminal, porque um incêndio é criminoso quando atinge áreas de vegetação e APPS, que são Áreas de Preservação Permanente.

Morais também ressaltou que, apesar da Polícia Ambiental trabalhar com o sistema de monitoramento, ela também conta com a ajuda da população que pode fazer denúncias de incêndios no telefone (19) 3565-1288. “Se a pessoa visualizou uma queimada e sabe apontar corretamente o local, o autor ou responsável pela área pode entrar em contato com a gente”.

 

Defesa Civil

Em época de tempo seco, a Defesa Civil também trabalha no combate a incêndios com a ajuda do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que aponta as cidades do Estado de São Paulo com o maior número de queimadas. A operação Estiagem deste ano deve começar na primeira semana de junho, mas o coordenador da Defesa Civil o, Carmelito Osório Silveira, informou que as ocorrências estão sendo direcionadas ao Cobom (Centro De Operações do Corpo de Bombeiros São Paulo) para atendimento.

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