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Ambulância: atrasos do serviço são alvos de queixa

César critica o atendimento da Secretaria de Saúde dado a mãe Tereza e pede providências

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Portadora de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), Tereza Abreu Pereira Batista da Costa, 57, é assistida pelo CEM (Centro de Especialidades Médicas) da Secretaria Municipal de Saúde, mas está tendo problemas com o serviço de ambulância. O relato do filho César Henrique Batista da Costa é de que os atrasos são frequentes, especialmente no retorno para casa. A paciente chega a ficar duas horas aguardando.

“Acho que é um descaso. A minha mãe faz uso de cadeiras de rodas e de sonda de alimentação. E, pior, não é só com ela”, comenta César Henrique. Ele detalha que a mãe é atendida pelo serviço de fonoaudiologia do CEM, a cada 15 dias. No dia da sessão, a família aciona a ambulância com uma hora de antecedência para que a mãe não se atrase, pois sabem que, caso contrário, não chega a tempo. Mas o atraso maior se dá no retorno para casa, quando Tereza chegou a esperar por duas horas. Cesar diz ter feito queixas no CEM, onde foi informado de que há apenas uma ambulância para este serviço no município. Outra queixa é quanto os serviços de home care (fisioterapia e nutricionista). “Faz 25 dias que a minha mãe não tem atendimento porque alegam que não tem carro para transportar as profissionais”, detalha.

Por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o veículo de transporte de pacientes sofreu problema mecânico em 27 de dezembro e que não houve, nos últimos dias, profissional para efetuar o reparo, o que atrasou a manutenção da frota. “O veículo foi consertado, mas sofreu outro problema, que precisou agora aguardar o trâmite de compra e de recebimento das peças solicitadas”, traz a nota.

Foi informado que a Pasta conseguiu trocar muitos carros de outros serviços e informa que está priorizando a troca do veículo para esta finalidade. “Vale salientar que nos últimos sete anos, apenas com recursos próprios e de emendas parlamentares, o município investiu mais de R$ 6 milhões na compra de veículos, uma boa parte destinada à saúde – sem citar os convênios”, menciona outro trecho da resposta.

A Saúde esclareceu também que podem ocorrer atrasos com pacientes, uma vez que um mesmo veículo pode ser usado para o transporte de dois ou mais pacientes. Com isto, o atraso no atendimento de um pode acarretar o atraso dos demais. Foi informado ainda que a empresa que terceiriza este tipo de transporte está adquirindo veículos com plataforma para cadeirantes, o que melhorará o atendimento aos pacientes.

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