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Após matar a ex a tiros acusada é presa

Na terça-feira (19), Daiane Cristina de Lima Arruda matou a tiros a ex-companheira Juliana Cristina de Cairos

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Após um clamor muito grande de familiares e amigos de Juliana Cristina de Cairos, 33, assassinada na noite da última terça-feira (19), a acusada Daiane Cristina de Lima Arruda, 38, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, nesta sexta-feira (22), a pedido da delegada Juliana Belinatti Menardo, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Isso porque, no final da tarde da última quinta-feira (21), a auxiliar de produção, acusada de matar a ex-companheira por não aceitar o fim do relacionamento, se apresentou na DDM. Daiane foi até a delegacia acompanhada do advogado Luiz Eugênio Pereira e foi ouvida pela delegada titular. Após prestar sua versão dos fatos, que ainda é desconhecida, Daiane deixou a DDM em uma viatura da Guarda Civil Municipal e seguiu para local desconhecido, já que ela não foi presa por não ter sido pega em flagrante.

A família de Juliana estava em frente à delegacia e acompanhou a saída de Daiane. Aos gritos, a mãe de Juliana questionou porque Daiane tinha matado sua filha. Além disso, familiares e amigos da vítima pediram por justiça e gritaram que Daiane era uma assassina. A liberação da acusada da delegacia, já que ela escapou do flagrante, não foi aceita pelos familiares e amigos da vítima.

Juliana e Daiane

Já no início da noite desta sexta, a acusada foi presa e levada para a DDM por guardas civis municipais, após o encerramento da investigação policial sobre o feminicídio. A prisão foi possível após a delegada responsável representar pela prisão preventiva, sendo que o Ministério Público opinou favoravelmente e, em seguida, a Justiça decretou a prisão. A acusada foi levada para a penitenciária feminina de Mogi Guaçu.

 

Crime

O assassinato de Juliana Cristina de Cairos é o terceiro homicídio do ano e também o primeiro caso de feminicídio de 2020 na cidade. Juliana foi baleada pela ex-companheira, a auxiliar de produção, que não aceitava o fim do relacionamento de quatro anos. O crime aconteceu em frente a casa da vítima, na Rua da Servidão, na Chácara Santa Felicidade. Os guardas civis Diniz e Machado informaram que por volta das 21h00 foram chamados no endereço para dar apoio a uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que estava atendendo uma pessoa ferida por disparos de arma de fogo, sendo que o médico da ambulância nada pode fazer por Juliana, que morreu no local. O médico ainda informou que o corpo da vítima apresentava quatro perfurações.

No Boletim de Ocorrência da Polícia Civil consta que no local populares disseram que Juliana e Daiane mantinham um relacionamento amoroso bastante conturbado, com muitas discussões. Por volta das 20h30, Daiane foi até a casa de Juliana e a chamou, sendo que os vizinhos ouviram as duas discutindo e minutos depois cinco disparos, sendo que logo em seguida viram Juliana no chão e Daiane deixando o local correndo com uma arma em punho. Na rua, havia uma moto Yamaha/Factor vermelha que pertence a Daiane e uma mochila cor de rosa com um celular, chaves, cartões de bancos e outros documentos também no nome de Daiane. O veículo e a mochila foram apreendidos.

O crime foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) pelo delegado de plantão Richard Alain Lolli como homicídio qualificado, sendo feminicídio por ter sido cometido contra a mulher. Agora, o caso segue na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

RELACIONAMENTO

Mãe de Juliana afirma que filha sofria agressões  

Em entrevista à Gazeta, a mãe de Juliana, Silvana Aparecida de Souza Cairos explicou que a filha teve um relacionamento amoroso com Daiane que durou um pouco mais de quatro anos, sendo que, no início, as duas mantiveram uma relação tranquila. “Depois de certo tempo, a Daiane começou a agredir minha filha verbalmente e fisicamente e nisso minha filha foi desanimando até que se separou”, contou Silvana que ainda informou que a primeira separação do casal aconteceu depois de as duas morarem juntas por três anos. Com isso, Juliana voltou para a casa da mãe. “Elas começaram a conversar novamente e reataram o relacionamento”, informou.

Juliana voltou a morar com Daiane e, segundo Silvana, as ofensas e agressões só aumentaram. “Em dezembro do ano passado, a Ju largou dela de novo e voltou para minha casa”. Não aceitando o fim do relacionamento, em janeiro deste ano, Daiane colocou fogo no carro de Juliana. O fato foi registrado na delegacia, onde Juliana também pediu uma medida protetiva. “Ela tinha muito ciúmes da Ju, porque minha filha era muito querida, tinhas as amigas dela e ela queria a Ju só para ela”, confidenciou Silvana que ressaltou que a filha nunca chegou a dizer abertamente que estava sendo ameaçada pela ex-companheira. “Ela me falava que tinha muito medo da Daiane, mas não falava em ameaça”.

Há algum tempo, Juliana passou a não responder as mensagens de Daiane. Silvana disse que no dia do crime tinha acabado de chegar em casa do trabalho. “Eu vi minha filha na mesa, ela estava tranquila fazendo o artesanato dela e 15 minutos depois que eu saí do banho aconteceu tudo o que aconteceu”, lamentou ao comentar que uma vizinha viu toda a cena do crime. “Ela contou que a Ju saiu correndo pra se salvar, mas a Daiane foi atrás e ainda falou morre sua desgraçada”.

No dia seguinte, após saber da prisão de Daiane, Silvana disse estar aliviada. “É um alívio, mesmo sabendo que minha filha não vai voltar. A Daiane tem que pagar pelo que fez. Isso não poderia ficar em vão”, finalizou.

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