Home»Cidade»Após protesto, parte dos salários em atraso é paga

Após protesto, parte dos salários em atraso é paga

Acordo foi feito com a Prefeitura na terça-feira (9) após funcionários protestarem em frente à Prefeitura Municipal

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Na tarde da última terça-feira (9), educadoras, cozinheiras, auxiliares de classe e de serviços gerais do Casmoçu (Centro de Ação Social de Mogi Guaçu) realizaram um protesto em frente ao Paço Municipal para reivindicar o salário referente ao mês de maio que está atrasado. O pagamento deveria ter começado a cair na conta dos funcionários no último dia 30, mas não foi realizado. De acordo com as coordenadoras das creches, a resposta dada pela administração do Casmoçu é de que o salário ainda não foi pago por que a Prefeitura não fez o repasse à entidade que atualmente gira em torno de R$ 220 mil.

O protesto dos funcionários começou em frente à Casa da Criança, no Imóvel Pedregulhal, onde a gerente administrativa da entidade, Maria do Carmo dos Santos Alves, afirmou que estava cobrando o repasse. A gerente explicou que a Prefeitura solicitou uma readequação no plano de trabalho pedagógico, já que a rotina escolar passou a ser online por conta da pandemia. O novo plano foi feito e entregue no início de maio. “Nós fizemos a adequação dentro do prazo que eles nos pediram e eu não sei o porquê da demora do repasse”, enfatizou a gerente administrativa.

Maria do Carmo informou que, desde então, as informações passadas pela Prefeitura são desencontradas. Isso porque, ela já foi informada de que o novo plano pedagógico estaria no jurídico que, por sua vez, disse que estaria com a Secretaria de Educação. “Eu não tenho nem o que falar para as minhas funcionárias. Eu tenho funcionária aqui que trabalha ela e o marido no Casmoçu e eles dependem disso para comer, mas a gente liga na Prefeitura e não tem uma resposta”, lamentou a gerente.

Em seguida, o grupo se dirigiu até o Paço Municipal, onde o protesto continuou e se estendeu até o anoitecer, quando uma comissão de funcionários finalmente foi atendida no gabinete do prefeito por vereadores, pelo chefe de gabinete, Bruno Franco de Lima, e pelos secretários da Fazenda, Roberto Simoni, e da Administração Luís Bueno Ávila. Enquanto a reunião acontecia no gabinete, os demais funcionários aguardavam o desfecho no plenário da Câmara Municipal, sendo que as primeiras cobranças foram feitas aos vereadores e ao presidente da Casa Rodrigo Falsetti (Cidadania), que dialogou com o grupo. Por volta das 19h15, os secretários e o chefe de gabinete voltaram ao plenário da Câmara para anunciar o que foi acordado com a comissão de funcionários.

Simoni informou que na sexta-feira (12), a Prefeitura iria pagar os 11 dias trabalhados em maio antes da implantação no novo plano pedagógico. Porém, a Gazeta apurou junto aos funcionários que a Prefeitura antecipou e realizou o pagamento dos 11 dias no dia seguinte ao acordo, ou seja, na última quarta-feira (10). Os 20 dias restantes, de 12 a 31 de maio e o vale do dia 15, que já entraram no novo plano pedagógico, ficaram para serem pagos até o dia 23 deste mês. Quanto ao novo plano de trabalho, que prevê atividades à distância com envolvimento de familiares, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que ele está sendo analisado pela Secretaria de Negócios Jurídicos e será homologado até o início da próxima semana, garantindo a manutenção destas instituições durante a pandemia da Covid-19.

ATRASO

Novo plano pedagógico travou repasse

A coordenadora da creche Padre Longino, que fica no Jardim Santa Terezinha, Maíra Santana Vieira Finotti, disse que em um primeiro momento, o resultado da reunião não agradou os funcionários, mas a Prefeitura deixou claro que não tinha outra opção, pois os trâmites precisam ser cumpridos e concluídos para que o repasse aconteça. A coordenadora também informou que a primeira parcela do salário de maio, que é referente aos 11 dias do mês, foi paga no dia seguinte, dando a ela e aos demais funcionários um sentimento de alívio. “Agora, está tudo certo, porque a gente estava com medo de ficar sem o pagamento”, pontuou Maíra.

A coordenadora disse que o atraso realmente aconteceu por conta do novo plano pedagógico que ficou travado, sendo que para o próximo mês, a promessa é de que tudo correrá dentro da normalidade. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o plano foi entregue no último dia 5, ou seja, em cima da hora. Em contrapartida, as coordenadoras do Casmoçu, assim como a gerência, garantem que a entrega aconteceu no início do mês de maio. No dia do protesto, Maíra e as demais coordenadoras informaram que todas trabalham na entidade há muitos anos e nunca tiveram problemas de atraso de salário. O grupo ainda esclareceu que resolveu agir rápido e cobrar pelo pagamento porque todos estavam com medo de ficar sem receber. Os mais de 100 funcionários do Casmoçu trabalham em cinco CEIs (Centro de Educação Infantil): Casa da Criança, no Imóvel Pedregulhal, Clotilde Miachon Bueno, no Jardim Boa Esperança, Hanne Saad, no Jardim Planalto Verde, Marilene Ferreira Mamede Franco, no Jardim Boa Vista, e Padre Longino, no Jardim Santa Terezinha. Nas unidades estudam crianças de seis meses a três anos e sete meses.

Tomé disse que poderá locar os quiosques para outros ambulantes interessados

MESMO PROBLEMA

As creches “Lar Menino Jesus”, que fica no Jardim Santa Terezinha e Ernest Mahle, no Jardim Ypê Pinheiro, também ficaram sem receber o repasse da Prefeitura de aproximadamente de R$ 200 mil. Com isso, os cerca de 70 funcionários das duas unidades também marcaram presença no protesto. Além disso, José Roberto Panciera, o Tomé, responsável pela Associação Espírita Vinha de Jesus, que administra as duas creches participou da reunião que aconteceu no gabinete do prefeito. “Eu fui convidado a estar presente para ajudar a chegar a um acordo”, informou Tomé.

Tomé disse que ficou satisfeito com o desfecho da situação e que a única coisa que eles contestaram com a Prefeitura foi de que o plano pedagógico foi entregue no dia 12 de maio e não em cima da hora como o informado pelos representando do Executivo.

Previous post

Editorial: Mandato no fim

Next post

GCM intensifica fiscalização com autuações; restaurante é notificado