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Artigo: O perigo da ideologia de gênero

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 Tenho travado – mesmo antes de exercer a função de vereador – uma luta contra a ideologia de gênero nas escolas por meio de livros didáticos, filmes, DVDs e outros materiais escolares. Estudiosos engajados argumentam que não se trata de ideologia de gênero, mas de contemplar o respeito à diversidade no material didático e por se tratar de “saúde pública”. Então, afinal, porque Ideologia de Gênero?

Primeiro tem-se a constatar que é uma ideologia porque está situada no campo das Ciências Sociais e Humanas e que produzem uma ciência “subjetiva”, que é um tipo de ciência diferente das biomédicas e das exatas. Segundo, porque, além de “subjetiva”, é uma ciência chamada de “engajada” porque defende uma causa. Terceiro, porque é uma ciência militante, relativista, que não tem verdades fixas. Quarto,porque é “política”, uma ideologia que tem projeto político de transformação social e cultural da nossa civilização. Finalmente, é ideologia porque tem uma moral embutida, moral sexual, moral familiar, etc…

E afirmo que tal ideologia ensinada nos bancos escolares gera o mal às nossas crianças, já fragilizadas pelos problemas sociais, familiares e até étnicos. Explico porque:

1º)Desconstrói a família natural. Ao apresentar família com dois pais ou duas mães e com crianças adotivas, famílias bígamas e polígamas, quebra-se o princípio da família natural, ou seja, deixando de ser normal o casamento de um homem e uma mulher abre-se a possibilidade para infinitas formas de união, inclusive de humanos com animais.

2º)Desconstrói a heteronormatividade, ou seja, deixa de ser normal ser homem ou mulher. O normal passa a ser o neutro aquele que pode assumir várias formas de gênero: hétero, homo, bi, poli.

3º) Mente que a criança tem direito ao prazer sexual. Apresentar as doenças sexualmente transmissíveis e os métodos contraceptivos para crianças de 10 anos é admitir que uma criança nessa idade já estejapronta para relacionar-sesexualmente. E sabemos que nenhuma criança nessa idade está pronta para a sexualidade. Também, crianças cristãs, nossas crianças na igreja, com 10 anos de idade estão pensando em outras coisas mais apropriadas para criança, e não em sexo!

Uma máxima da Ideologia de Gênero é que o corpo tem direito ao prazer. Portanto, se uma pessoa quiser relacionar-se com pessoas do sexo oposto, do mesmo sexo, em grupo, sozinha, com crianças, objetos ou com animais é normal porque está satisfazendo um direito instintivo do corpo. O que impede o corpo de ser feliz, ou seja, de realizar-se no prazer, são as regras morais, principalmente o moralismo religioso. As regras religiosas funcionam como freio e barreiras para a verdadeira satisfação do corpo. E, nesse sentido, o corpo só é feliz se ele for livre de qualquer regramento externo para sentir prazer.Os livros contra os quais estamos lutando referem-se à 1ª fase do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano). Estamos falando de crianças entre 6 e 10 anos que, certamente, estão preocupadas com outras coisas, e não com educação sexual.

O que quero é proteger as crianças por uma simples constatação: a educação moral, principalmente a moral sexual, que é de competência da família, e não do Estado. Os pais têm direito de conduzir a educação de seus filhos. Depois que eles crescerem, poderão fazer suas escolhas com consciência.

Por isso, minha posição é e sempre será favorável à família natural, pois é nela que está o alicerce para a vida humana, em todos os seus aspectos.Por isso, minha posição é sempre defender que a escola cumpra seu papel de transferir conhecimento técnico, pois “pessoas” devem ser formadas por suas famílias e o Estado, neste sentido, deve cumprir apenas seu papel institucional.

 

Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde, é vereador em Mogi Guaçu pelo PP

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