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Artigo: “Origem da Esquerda e da Direita”

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Aconteceu durante a revolução Francesa, quando durante uma enorme agitação política, organizou-se uma convenção, onde além de outras correntes político-ideológicas participavam com muito mais vigor, os “girondinos” que eram os representantes das classes mais abastadas, como a nobreza o clero, os senhores feudais, que eram a elite da época comparados em nossos tempos, aos grandes empresários, banqueiros, latifundiários etc., que por estarem satisfeitos com este estado de coisas não queriam mudanças, mas, unicamente privilégios, mantendo a elite no poder e, por isso, eram também chamados conservadores.  E participavam também, não com menos fervor, os “jacobinos”, que representavam os camponeses, pequenos empresários, artesãos, trabalhadores urbanos, que queriam aprofundar as reformas, e ter mais direitos, por que, afinal, eram os que produziam as riquezas, pagavam os tributos e não participavam da sua divisão, e, por isso, ficaram conhecidos como progressistas, assim, como hoje acontece com os pequenos empresários, pequenos proprietários, com os trabalhadores rurais e urbanos em geral.

E por mera casualidade sentaram-se os “girondinos” à direita do rei e os “jacobinos” do lado oposto, à esquerda do soberano, e este para facilitar ao dar a palavra a qualquer dos grupos dizia: “Os senhores convencionais que estão à minha direita…, ou… a minha esquerda…

Surgia os termos de “esquerda” e de “direita”. Hoje, os que buscam receber os frutos do que produzem como os pequenos empresários, trabalhadores em geral, que querem ter direitos trabalhistas, com pagamento justo pela sua força de trabalho; que querem depois de anos de trabalho poder se aposentar e aproveitar o que lhes resta de vida com aposentadorias dignas e condizente com o que contribuíram, somos de esquerda, e, os que ao contrário querem “surrupiar” estes direitos em favor dos mais abastados, das elites, são de direita.

Não era incomum ver-se pessoas abastadas serem de “esquerda” e temos vários exemplos de grandes industriais e grandes banqueiros com ideias de distribuição de renda; de justiça social, por serem pessoas com grande sentimento de solidariedade e senso de justiça, mas, ao contrário, operários, e pessoas que sobrevivem com baixos salários e com dificuldades financeiras, era inconcebível que algum pudesse ser de “direita”.

Mas a grande burguesia, dominou todos os meios de produção, todo o poder econômico e político e consequentemente todos os meios de comunicação e com o avanço da tecnologia as informações são praticamente instantâneas e estão conseguindo, através disso, convencer também os alijados de tudo a se comportarem como se da classe conservadora fossem, fazendo surgir de uns tempos pra cá, sobretudo no Brasil, a figura do “pobre de direita”, que apesar de excluído de tudo que produz, sempre age em favor da classe que o subjuga, por que os meios de comunicação de massa faz com que se sintam da outra classe e a defendam, lutando arduamente contra seus próprios interesses.

E com o monopólio da informação nas mãos das elites, parece que muito breve no Brasil teremos apenas uma ideologia, a ideologia da “direita”.

 

José Máximo Filho é vice-presidente do diretório do PT de Mogi Guaçu

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