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Artigo: Quem tem medo do Cunha?

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O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ), presidente da Câmara dos Deputados, é a bola da vez, como se diz no jargão político. Desde que foi eleito, ele tem se mostrado contrário ao comportamento deste governo e se mantém na oposição aos desmandos que foram e são perpetrados neste país. E, como já era esperado, ele tem recebido muitas denúncias de ter contas no exterior, inclusive envolvendo a sua família. Há uma obsessão em incriminá-lo como forma de “aliviar” um pouco as falcatruas deste governo e, quem sabe, trocá-lo por alguém que joga neste time que até agora só perdeu.

Se ele, Eduardo Cunha, é devedor que pague, que seja afastado, cassado e, portanto, trocado. Mas, sabe-se, (até que se prove o contrário) que tudo isto “cheira” a uma manobra para o governo ganhar mais tempo e, quem sabe, conseguir terminar este péssimo mandato, que ninguém mais entende e que pouquíssimas pessoas apóiam. É uma estratégia do PT e de seus aliados para enfraquecer a oposição que, diga-se de passagem, até agora esta manobra deu certo. Pelo menos, não houve impeachment, embora seja um clamor do povo e uma necessidade do país.

Enquanto os políticos jogam e brincam, o país sofre nas mãos destes maus governantes, que até agora só fizeram “caca”.  Já subiram tudo, já fizeram sujeira que não tem conta, já mentiram, já enganaram, pedalaram e agora insistem em continuar sapateando em cima do povo que não aguenta mais tanto sofrimento. Nas minhas viagens sempre ouço a mesma coisa, as mesmas reclamações e sempre digo: o nosso país só vai melhorar quando aparecer alguém com uma borracha bem grande e apagar tudo isto que está aí. Será que alguém tem coragem para fazer isto? Acreditava-se que esta pessoa seria Eduardo Cunha, mas agora com essas denúncias fica mais difícil. Mas qualquer um que estivesse no lugar dele ia sofrer as mesmas pressões e denúncias. Isto, em grande parte, é estratégia deste desgoverno que se apossou do país da forma que todo mundo sabe.

Eu, sinceramente, já acreditei mais. Já fui convicto e esperançoso, sempre votei “certinho”, isto durante 40 anos, (de 1974 a 2014). Agora, depois de tudo que aconteceu e de tudo que está acontecendo, principalmente depois que o PT entrou no governo e do que ocorreu nesta última eleição, estou pensando em não votar mais em ninguém. Afinal, para que votar se eu não sei se o meu voto irá para o meu candidato? Em urna eletrônica eu pretendo não votar mais. É como disse um amigo meu: é mais fácil fraudar uma urna eletrônica do que tomar pirulito de uma criança. Será que o PT e os aliados vão conseguir derrubar o Eduardo Cunha? Isto poderá ser o começo do fim. Mas se ele deve, tem que pagar, assim como todos deveriam pagar. Mas com este governo, a corrupção vai continuar reinando por tempo indeterminado.

 

Cícero Alvernaz é cidadão brasileiro e guaçuano aposentado     

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