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Artigo:Nos bastidores da política

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Gilberto Dimenstein, no livro “A Armadilhas do Poder”, revelou os bastidores da política. Ele escreveu à página 110: “Não era segredo que Dona Risoleta, mulher de Tancredo, tinha horror a Dona Antônia (Secretária de Tancredo), a qual foi discretamente aconselhada a não ir ao enterro em São João Del Rey. Mas foi (sic). Jornalista já tentaram fazer um livro com ela, mas ela se recusa – e, aliás, só chama Tancredo de “Dr. Tancredo”. (…) Mais transparente era a vida de Adhemar de Barros, governador de São Paulo, com seu difundido e folclorizado caso com Gimol Capriglioni. Era mulher de temperamento forte que influenciava nas decisões oficiais. (…) Para não provocar maiores constrangimentos, ela usava um nome de guerra: “Doutor Rui”. Era usado quando precisava ligar ao Palácio. Contam políticos que, em meio a uma audiência, uma secretária avisou: “Governador Dr. Rui no telefone”. Ele atendeu pronta e solenemente. Cerimonioso, ia falando: “Pois não Dr. Rui”, “Claro Dr. Rui”. Mas a conversa acabou com uma imprópria despedida: “Um beijo, Dr. Rui”.

 “A escritora Adelaide Carraro escreveu um livro repleto de insinuações com o sugestivo título “Eu e o governador” As páginas abrem espaço à especulação sobre o dois “suspeitos”: Adhemar e Jânio. Mais tarde, porém, os especialistas em alcovas notáveis e notórias pontificavam. (…) 1) Aqueles que apontavam Jânio como personagem oculto da escritora, acertaram. (…) 2) Mas também acertaram os que imaginavam ser       Adhemar.”

 “O descontrole emocional fez Figueiredo perder prestígio na cúpula das Forças Armadas. Até para articular uma sucessão, irritado ao extremo, não se dava ao respeito e nem respeitava. Via conspiradores por todos os lados. Na televisão, pediu que os brasileiros se esquecessem dele. No que, diga-se, foi atendido”.

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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