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Banda Marcial dos Ypês completa 15 anos

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Há 15 anos, a Corporação Musical Marcos Vedovello abraçou a ideia lançada pelo prefeito Walter Caveanha (PTB) de descentralizar os trabalhos. Surge o projeto experimental da Banda Marcial dos Ypês. A proposta inicial é de que a iniciativa fosse levada a outros “cantos” da cidade, mas passados 15 anos, o trabalho frutificou – recentemente – na Vila Paraíso, com a Banda Marcial da Zona Sul.

A descentralização não é uma tarefa fácil, pois, além de ter um local para o desenvolvimento da ação é preciso instrumentos e recursos humanos.

Apesar das dificuldades, a Banda Marcial dos Ypês caminha, participa de concursos, ganha prêmios e atende crianças com idade a partir de 10 anos que passam de cinco a sete anos no projeto. Ao longo de 15 anos estima-se que 1,5 mil crianças/adolescentes já participaram do trabalho, o que representa uma média de 100 alunos por ano.

À frente da Banda Marcial dos Ypês desde a fundação está o bacharel em Música formado pela Unicamp e pós-graduado em regência pelo Unasp, Benedito Aparecido de Carvalho. É ele quem nos conta um pouco destes 15 anos de história do projeto.

 

Multi Banda Marcial Ipês Benedito
O maestro Benedito está à frente da Banda Marcial desde o início

 

ENSINO AMPLO

Música é o instrumento para chegar até as questões sociais

Mais do que aprender a tocar um instrumento ou a manejar a baliza nos movimentos precisos do corpo coreográfico, o projeto de descentralização passa pela questão social. Assim, a música é o instrumento para chegar às questões sociais, o que faz com que seja trabalhada a disciplina, a concentração e a autoestima. Com isto, o aluno é modificado e, segundo o maestro Benedito Aparecido de Carvalho,esta mudança é visível e perceptível pelos membros do projeto e pelos profissionais de Educação.

Entre as tantas histórias que acompanhou nestes 15 anos da Banda Marcial dos Ypês, Benedito se recorda de quando uma diretora o alertou sobre a presença de um aluno no projeto, salientando que era indisciplinado e, certamente, daria problemas. “Seis meses depois, esta mesma diretora veio comentar comigo da transformação deste aluno perguntando o que tínhamos feito, pois ele era outra pessoa”, detalha.

O músico lembra que a Banda Marcial trabalha com padrões militares, ou seja, cada um tem a hora certa de falar, de perguntar e de responder, prevalecendo a educação.

No primeiro contato com os instrumentos, o aluno verifica qual o agrada, considerando até mesmo o porte físico e, obviamente, a disponibilidade e a oferta de tal instrumento.

Com o ingresso a partir de 10 anos, os alunos passam, em média, de cinco a sete anos na Banda Marcial dos Ypês. “Hoje já estamos atendendo aos filhos dos primeiros alunos”, comenta Benedito.

O corpo coreográfico é o que mais se renova. Atualmente, há 40 alunos no corpo musical e 20 alunos no corpo coreográfico. Os ensaios são realizados nas manhãs de sábado e nas quartas-feiras à noite.

Benedito enfatiza que há um grupo de professores na Banda Marcial dos Ypês, sendo que todos foram formados pelo projeto, ou seja, saíram dele. Os alunos têm aulas teóricas e práticas de música. Aprendem ainda noções sobre história da música, artes, expressão corporal e coreografia, além de orientações sobre disciplina, educação, civismo e boas maneiras. É também exigido dos alunos um bom desempenho escolar.

 

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TODOS OS RITMOS

Repertório eclético agrada ao público
A Banda Marcial dos Ypêstem um repertório eclético, desde marchas tradicionais de desfile até músicas da atualidade. Assim, realiza apresentações dinâmicas, integrando de maneira moderna som e movimento, marchando ou mesmo parada. Em 2002, ou seja, três anos depois de ser criada, começaram as participações nos campeonatos e concursos por toda região, tendo se apresentado em mais de 35 municípios.

A metodologia utilizada é a da Escola de Música Geraldo Vedovello. A equipe de trabalho é formada pelo sub-regente Rodrigo de Carvalho Rosa e pelos professores Adeilton Peres Pereira, Renan Rodrigues de Oliveira e Douglas Henrique de Oliveira. Já os trabalhos do corpo coreográfico ficam a cargo de José Luiz de Araújo.

Atualmente, os trabalhos da Banda Marcial dos Ypês são desenvolvidos na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “Cleonice Aparecida Cruz KilburnThiele”, no Jardim Ypê I, mas foram iniciados na Emef “Emília Vedovello Pedroso”, no Jardim Ypê III.

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RECURSOS

A Corporação Musical Marcos Vedovello precisa de instrumentos para a Banda Marcial dos Ypêse Banda da Zona Sul. Para isso irá desenvolver campanhas junto aos empresários em busca de doações.

Vale lembrar que, atualmente, as Emefs também contam com o projeto Sementeira, outro braço da Corporação que leva a musicalização às crianças.

Multi Banda Marcial dos Ipês

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