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Carlos Nelson anuncia medidas para reduzir gastos públicos

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O prefeito de Mogi Mirim, Carlos Nelson Bueno (PSDB) anunciou na tarde desta quinta-feira (30) medidas que visam a redução dos gastos públicos. O chefe do Executivo conversou com jornalistas e alguns secretários municipais acompanharam a coletiva de imprensa realizada no saguão do gabinete municipal, sem aglomeração.

As medidas anunciadas, neste primeiro momento, atingem a área de recursos humanos. 30% dos cargos comissionados foram cortados, sendo que 18 foram exonerados a partir deste dia 30. No total, a Prefeitura contava com 60 comissionados. Além disso, oito comissionados tiveram redução de seus salários, pois a faixa salarial foi alterada e um projeto foi encaminhado para análise da Câmara Municipal e prevê mudanças nos valores das Funções Gratificadas. Quem ganhava R$ 2.400 de FG passará a receber R$ 1.500; quem tinha o benefício no valor de R$ 1.700 receberá R$ 1.000 e o mesmo foi feito com os valores de R$ 1.000 e R$ 500 com reduções para R$ 700 e R$ 350, respectivamente.

O chefe de Gabinete, Guto Urbini, responsável por divulgar as medidas, reforçou que o pagamento de horas extras também foi cancelado com exceção para os servidores que atuam nas áreas da Saúde e Segurança. Com as medidas, a Prefeitura de Mogi Mirim espera economizar R$ 700 mil por mês.

Além dos cortes previstos, a Administração Municipal também irá adiar o pagamento dos precatórios, que atualmente são gastos R$ 1 milhão por mês e o mesmo será feito com os recursos do FGTS. “A Prefeitura pode adiar o pagamento dos precatórios por 180 dias e no caso do FGTS pode adiar esse pagamento por três meses e também iremos adotar essas medidas”, comentou Guto Urbini.

De acordo com o chefe de Gabinete, todos os secretários municipais foram orientados a colocar em prática medidas que reduzam os gastos com água, energia elétrica e telefone. “São medidas necessárias por conta desse momento de crise. Em janeiro tínhamos R$ 11 milhões para serem gastos com obras e R$ 7 milhões foram para a Saúde”, ressaltou Guto Urbini.

O prefeito demostrou preocupação com a economia do município por conta da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Por isso, ele reforçou que as medidas são necessárias, a fim de que o fluxo de caixa seja mantido para o pagamento das contas, principalmente da folha de pagamento. “Nós assumimos o governo e adotamos muito rigor porque era uma situação crítica e mantemos por dois anos e governo com mãos de ferro e deu certo, pois hoje a saúde financeira do município é boa”, comentou ao destacar que as previsões não são nada otimistas para os próximos meses.

O setor financeiro da Prefeitura mogimiriana fez projeções de acordo com os números atuais apresentados e, por isso, prevê mais queda na arrecadação municipal. Em abril, por exemplo, R$ 6,5 milhões deixaram de entrar nos cofres públicos.

Com todas as novas medidas que serão tomadas, a Prefeitura de Mogi Mirim prevê uma economia de R$ 2 milhões por mês. “Hoje Mogi Mirim não deve um real para ninguém. Estamos em dia e com recursos”, ressaltou o prefeito ao lembrar que as obras financiadas não serão prejudicadas nem as que estão em andamento, como a reforma do Centro Cultural e da praça ao lado, a creche do Nias e o próprio Nias. “O restante será destinado para manter as contas em dia. Não é uma medida eleitoreira. Estamos fazendo o que a cidade precisa”, reforçou Carlos Nelson.

A folha de pagamento da Prefeitura de Mogi Mirim giram em torno de R$ 8 milhões chegando a R$ 11 milhões com encargos.

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