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Centros esportivos esquecidos e maltratados

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Entra ano, sai ano e nada muda. O relaxo e o abandono são marcas registradas em alguns centros esportivos de Mogi Guaçu. Alguns problemas dos espaços foram resolvidos de forma paliativa, mas a maioria continua sofrendo com a falta de atenção do Poder Público.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Gazeta percorreu diversos centros esportivos da cidade e deparou-se com cenas antigas, de outras temporadas. Muitos ainda não tiveram seus problemas resolvidos ou solucionados para que a população possa usufruir das atividades oferecidas nos locais.

O Centro Esportivo “Prefeito Nelson de Paulo Bueno”, o AICA, no bairro Jardim São Pedro, foi um dos locais que passou por uma manutenção paliativa. O local, na temporada passada, tinha os bancos nas laterais do campo de futebol destruídos e algumas dependências totalmente depredadas.

A manutenção foi executada apenas nos bancos do campo de futebol para que o local tivesse condições de abrigar partidas da modalidade esportiva e houve melhoras na estrutura do espaço físico.

Mas um panorama continua o mesmo no centro esportivo do AICA: a piscina encontra-se em total abandono há mais de dois anos. Os alambrados que cercam o local também estão em situação precária e com vários buracos. A piscina, que poderia servir de local de lazer e recreação para os populares da região, encontra-se vazia devido às várias rachaduras. A GCM (Guarda Civil Municipal) realiza rondas constantes no centro Esportivo do AICA, principalmente no período noturno, mas as ações não são capazes de evitar a depredação do local.

Já no Centro Esportivo “Waldemar Ferrari”, no Jardim Santa Terezinha II, a quadra poliesportiva continua em situação de abandono total e causa preocupação. Mesmo proibida de abrigar atividades de modalidades esportivas devido o perigo de queda da estrutura metálica, o local atualmente é ocupado por praticantes de skate, que até montaram um circuito no local. O problema foi observado em abril de 2017, mas até hoje está sem solução.

Para salientar ainda mais a situação de abandono do Poder Público em relação aos centros esportivos, o ginásio de esportes do Estádio “Alexandre Augusto Camacho”, o Camacho, localizado em área nobre da cidade, está praticamente sem condições de uso.

A falta de manutenção na cobertura metálica do ginásio provocou fissuras nas telhas e, com as chuvas o piso da quadra acabou sofrendo alagamento, o que ocasionou a perda de todo o piso do local.

A situação do piso inviabilizou qualquer atividade esportiva no ginásio. Até mesmo as exercidas por um grupo da Melhor Idade foram prejudicadas.

Já a piscina do ginásio de esporte do Camacho continua na mesma: inativa há pelo menos cinco anos e a Prefeitura não aponta qualquer solução para o problema.

Os demais centros esportivos também esperam por reparados e manutenção, mas ainda são utilizados pelos moradores, principalmente os campos de futebol.

SEM RECURSOS

Prefeitura perde verbas de emendas

“Seria cômico se não fosse trágico”. A frase representa bem o desleixo da Prefeitura em relação às verbas conquistadas através de emendas do vereador e presidente da Câmara de Mogi Guaçu, Rodrigo Falsetti (PTB), para beneficiar vários centros esportivos do município.

Duas das emendas seriam destinadas para o Centro Esportivo “Antônio Campano”, no Bela Vista, e para o Centro Esportivo “Vereador José Américo Caveanha”, o Cerep, mas acabaram perdidas por falta de regularização de documento por parte do Poder Público.

No Campano, o valor da verba liberada seria de R$ 70 mil para a troca da iluminação das quadras de tênis, futsal e reforma elétrica nos ambientes em geral. Já no Cerep, o valor conquistado seria de R$ 50 mil, que iria custear a reforma dos vestiários e a pintura das quadras do centro esportivo.

Mas os valores acabaram sendo perdidos pela falta de atenção e pela falta de regularização de documentação, segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti. “Enviei 11 ofícios à Prefeitura informando sobre os problemas com a documentação e pedindo providências ao Poder Público para que as emendas não fossem prejudicadas. Mas de nada adiantou. Elas foram perdidas e não poderão ser mais usadas para as benfeitorias dos locais”, destacou Rodrigo Falsetti.

A situação causa revolta no presidente da Câmara de Mogi Guaçu. “Fiz de tudo para conseguir as verbas e a Prefeitura não dá a mínima. Quero acreditar que isso não seja uma retaliação do Poder Público. Prefiro acreditar que seja incompetência e má vontade mesmo”, enfatizou o vereador.

Com a perda dos valores dos centros esportivos, Falsetti ainda luta para reverter a verba para uso em outras áreas do esporte. “Nos centros não poderemos mais usar os valores. Então, vou tentar recuperar as verbas para outros locais do esporte. Isso se houver sensibilidade da Prefeitura. Se não houver vaidade do Poder Público”, decretou.

Em relação a situação do ginásio de esportes do Camacho, Falsetti apontou uma boa notícia para a população. Também através de emenda, o vereador assegurou uma verba de R$ 140 mil para reforma da cobertura metálica e piso do local. “Eu já notifiquei a Prefeitura sobre a conquista. Ela ainda será notificada pelo Governo do Estado e terá um prazo para apresentar a documentação. Tomará que desta vez não insista no mesmo erro”, comentou Falsetti.

Outro local que poderá ter a situação resolvida por emenda assegurada pelo vereador é o Centro Esportivo ““Waldemar Ferrari”, no Jardim Santa Terezinha II. Está prevista uma liberação de R$ 100 mil do Governo do Estado para reforma da quadra, que está interditada. “Está tudo encaminhado. Falta, agora, a atenção necessária da Prefeitura para que toda a documentação necessária seja entregue e os valores então sejam liberados pelo Governo do Estado. O maior beneficiado será a população de Mogi Guaçu”, finalizou Rodrigo Falsetti.

OUTRO LADO

Prefeitura nega perda de verbas

Em resposta aos questionamentos feitos pela Gazeta sobre a perda de verbas para os centros esportivos Campano e Cerep, a Administração Municipal informou, através de nota, que não confirma a informação repassada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti (PTB).

A assessoria de imprensa informou que não recebeu nenhum ofício sobre o assunto. “Até o momento, a Secretaria de Esportes do Estado não confirma esta informação de que a emenda está “perdida” por falta de regularização de documentos. O município não recebeu nenhum ofício com este teor. Tanto que a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano está trabalhando para concluir o último documento faltante do processo. Esclarecemos que os projetos foram devidamente incluídos no sistema do Governo do Estado”, explicou a Prefeitura.

Já sobre a emenda do ginásio de esportes do Camacho, a Secretaria de Comunicação Social reforçou que está ciente e este processo segue em andamento e em fase de projeto na SOV. Sobre a piscina do Camacho, o Poder Público declarou que a piscina apresenta sérios danos em sua estrutura, o que requer um estudo minucioso para elaborar um projeto de reforma definitiva. “Esse trabalho está sendo feito pelas Secretarias de Planejamento e de Obras e Viação”.

A Prefeitura também respondeu sobre a quadra interditada do Santa Terezinha, que tem vários danos em sua estrutura metálica. “A Secretaria de Esportes remeteu a situação à SOV que está estudando um projeto de reforma. Enquanto isso, outros espaços de lazer podem ser usados pela população”.

Outra piscina sem manutenção há mais de dois anos – a do centro esportivo São Pedro, parece não ter projeção de reforma pela Prefeitura. Em resposta, o Poder Público aponta que a demanda de usuários deste espaço está sendo absorvida com tranquilidade por outros dois centros esportivos com piscina, da Vila São Carlos e do Santa Terezinha. Sem mencionar quais são os planos para o local.

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