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Cerimonialista elabora plano de retomada de eventos

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Entre tantas categorias prejudicadas com a pandemia do novo coronavírus, aqueles que trabalham no setor de eventos são um dos mais afetados. Afinal, as festas não puderam ser realizadas e tiveram de ser remarcadas. E quando poderão ser realizadas? Depende de cada município. Isto porque, não há um protocolo geral por parte do Governo Estadual, o que faz com estas definições fiquem a critério das Administrações Municipais.

Organizar este procedimento é o que está fazendo o cerimonialista Rafael Alves com a elaboração de um plano de retomada de eventos para as cidades de Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Itapira. A ação é resultado da soma de ações de grupo formado por 230 fornecedores, ou seja, profissionais de todos os segmentos do ramo de festas, dos convites às lembrancinhas. Tudo para que possam retornar ao trabalho dentro das regras que, aliás, devem ir ao encontro do Plano São Paulo, ou seja, respeitando as fases pré-estabelecidas. 

“Este plano de retomada de eventos tem de ser aprovado pela Vigilância Sanitária e pelo Comitê das Ações de Combate ao novo coronavírus de cada um dos municípios”, explica Rafael. A expectativa é de que os eventos possam ser retomados a partir de outubro, mas tudo dentro do “novo normal”, com regras desde o número de convidados à forma de servir a comida. Independentemente das restrições, Rafael vê com muitos bons olhos este recomeço, pois quem atua no setor de eventos está há sete meses sem trabalhar.

Além do plano de retomada, os fornecedores realizaram um abaixo-assinado que será protocolado junto a cada um dos três municípios. A proposta é que o documento reforce junto às Administrações Municipais a importância da retomada consciente também nos eventos sociais.

EXEMPLOS

O cerimonialista adianta que, como tudo é novo, está se baseando nas ações realizadas em Campinas e São Paulo. “As regras mudam de acordo com as fases do Plano São Paulo, sendo que a amarela, por exemplo, permite 60% da capacidade do local do evento e a verde 80%, mas só na fase azul é permitida a liberação da pista de dança”, detalha. Ou seja, pode até ter música ao vivo, mas nada de os convidados poderem dançar para que seja evitada aglomeração.

Até a forma de servir as refeições deve ser repensada porque não poderá haver aparadores, por exemplo. Ou seja, o garçom leva a comida à mesa. “A capacidade do espaço (local da festa) é aferida pela vistoria do Corpo de Bombeiros. E os donos da festa devem protocolar a realização do evento junto à Prefeitura”, comenta Rafael. Portanto, as fiscalizações podem ocorrer. E, sim, a aferição de temperatura e o uso de álcool em gel também constam do plano de retomada, assim como o uso de máscaras. A ideia, reforça Rafael, é que as festas retornem dentro dos protocolos, dentro das novas regras em tempo de pandemia.

NOVA FASE

Plano São Paulo será atualizado em outubro

Pelas regras do Plano São Paulo, eventos, convenções e atividades culturais não podem acontecer nas fases vermelha e laranja, sendo permitidos com restrições nas fases amarela e verde. Já as demais atividades que geram aglomeração só estarão liberadas na fase azul, a quinta e última etapa.

No entanto, no caso de Mogi Guaçu, por exemplo, segue em vigor decreto municipal que proíbe a retomada de atividades promocionais, eventos e campanhas que possam causar aglomeração nos estabelecimentos. No que se inclui a volta às aulas presenciais.   A próxima atualização do Plano São Paulo é prevista para o dia 9 de outubro.

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