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CF 2020: Prática da misericórdia sem distinção

Padre João Paulo comenta sobre a campanha da Fraternidade 2020

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“Fraternidade e vida: dom e compromisso” é o tema da Campanha da Fraternidade 2020 que também tem como lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”. O lançamento da temática proposta pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) acontece na Quarta-feira de Cinzas (26) que também marca o início da Quaresma.

Para o padre João Paulo Ferreira Ielo, é preciso compreender que a Quaresma é o tempo para entender e viver a misericórdia e a conversão. “Daí, a importância deste tema que nos leva à reflexão do olhar sobre a pessoa caída e que nos remete à parábola do Bom Samaritano, que foi aquele que teve este olhar diferenciado”, explica. Trazendo a cena para os tempos atuais, o padre cita os exemplos daqueles que moram na rua, das mulheres agredidas e das crianças abusadas, ou seja, que precisam deste olhar mais amplo.

O texto base da CF 2020 leva à análise de como os católicos estão praticando a misericórdia sem distinção de pessoas. E traz ainda uma abordagem sobre o desprezo pela vida que é observado nos casos de violência. “Como passar deste olhar para as atitudes é o principal questionamento”, acentua o pároco da Matriz de Imaculada Conceição. Ou seja, o fazer com que a compaixão aconteça, o que é diferente de ter dó. “Dó é um sentimento estéril”, analisa.

Neste eixo, a CF 2020 convida ao programa “Com Deus Tem Jeito” que propõe fazer esta proposta de assumir uma mudança de vida. Portanto, a finalidade não é apontar culpados, mas buscar uma solução conjugada entre o que pensamos, sentimos e fazemos. “É este contexto que nos leva à figura da Irmã Dulce que foi aquela que acolheu aos que ninguém queriam”, argumenta.

 

ABSTINÊNCIA

A Quaresma é o período de oração, jejum e penitência. São estes os exercícios propostos pela Igreja. A abstinência de carne é indicada pela Igreja na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, mas também pode ser praticada em todas as sextas-feiras da Quaresma. É neste ponto, assim como nas penitências, que a partilha se faz presente. “O jejum sem partilha é dieta”, sentencia o religioso.

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