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Comando Maior do Exército treina no Guaçu

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Durante seis dias, Mogi Guaçu foi monitorada por oficiais do Exército. Mas não tratava-se de nenhum combate real. A invasão do município e as estratégias de libertação não passaram de simulações. O Exercício no Terreno de Operações Ofensivas começou no último sábado (24) e foi encerrado nesta quinta-feira (29).

Novamente a cidade foi escolhida, assim como em 2009 e em 2013, para sediar os treinamentos dos oficiais em curso da ECEME (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), que fica no Rio de Janeiro.

Não se trata de luta armada nem de um combate homem a homem. Os oficiais do Curso de Comando e Estado-Maior aprendem a planejar e estruturar as brigadas que poderão ir a combate. Eles devem aprofundar os conhecimentos sobre combate convencional, em situações de conflitos.

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Há cerca de dois meses, alguns oficiais estiveram em Mogi Guaçu a fim de fazer o reconhecimento geográfico do município. Até que chegou o dia para que comprovassem se o plano traçado no curso, em aula no Rio de Janeiro, poderia ser realizado após assumirem os postos de observação criados em território guaçuano e também em Jaguariúna.

O curso de formação tem duração de dois anos e o treinamento desta semana encerrou o primeiro ano de curso. A maioria dos oficiais que veio em treinamento a Mogi Guaçu tem 25 anos de carreira, com postos acima de major, como explicou o tenente-coronel Fábio Alexandro Dockhorn de Oliveira, oficial de comunicação da ECEME.

ExércitoTreinamentoOs 133 oficiais brasileiros e 13 estrangeiros foram divididos em dois grupos ou postos de observação. Um observava a cidade e o ‘inimigo’ do alto do Jardim Serra Dourada. O outro grupo no bairro Cachoeira de Cima. Lá de cima, eles traçavam suas estratégias de combate.

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POSTOS DE DIREÇÃO

Destino de atuação é dito somente após o curso

O coronel Josias Pedrotti da Rosa explicou que na Escola os oficiais criaram um tema de defesa, além de definirem quais seriam seus oponentes e qual o planejamento sobre como resolver os ataques. “A ideia é libertar a cidade de uma ocupação. Assim, os oficiais podem observar características dos mapas e ratificar, ou não,o plano de ação que criaram”, explica Pedrotti.

Durante as palestras dos instrutores eram lembradas doutrinas militares para que todo o plano traçado atendesse também à Constituição, ao Direito Internacional e à preservação da população civil.

“Para que sejam, no futuro, assessores nos altos postos de comando do Exército pelo país”, lembrou o coronel Pedrotti.

Pedrotti diz que doutrinas militares são constantemente lembradas
Pedrotti diz que doutrinas militares são constantemente lembradas

Apenas depois do curso é que os oficiais saberão para qual capital do Brasil serão mandados para que atuem. A Escola de Comando e Estado-Maior do Exército prepara oficiais para que assumam postos de direção, comando e assessoramento e ainda cooperem com outros órgãos para o emprego da Força Terrestre.

Os oficiais estrangeiros participam a fim de manter o intercâmbio entre as nações amigas. Eles vieram da Alemanha, Argentina, China, Coreia do Sul, Equador, Estados Unidos, Namíbia, Paquistão, Paraguai, Peru, Portugal e Venezuela.

O tenente-coronel equatoriano Miguel Iturralde afirma que a experiência é excepcional não só pelo treinamento militar, mas também pelo apelo cultural. Ele também afirmou que, no Equador, alguns dos professores do Exército são brasileiros.“Temos nossas particularidades e os conflitos são diferentes. Lá tivemos situações com a Colômbia e Peru, mas os planos são similares”, avaliou Iturralde.

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Tenente-coronel equatoriano Iturralde esteve na cidade

MILITARES NAS RUAS
Quinta-feira foi último dia de treinamento na cidade

O major Jean Lawand Júnior é natural de Atibaia e também está na expectativa de qual capital brasileira irá servir ao país e auxiliar nas diversas ações de comando. “Nós planejamentos manobras utilizando cartas (mapas) e não temos como saber se o planejamento é viável sem estarmos nos postos de observação. Ainda precisamos saber se o que estimamos de tropa, lugares para avançar são realmente possíveis para retomarmos a cidade”, enfatizou.

De volta a Campinas, na quinta-feira (29) foi dia de reunião final para consolidar os ensinamentos. Os oficiais do Exército ficaram hospedados em um hotel daquela cidade e usaram toda a logística dos Batalhões do Exército de lá, como a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e do 28º Batalhão de Infantaria Leve (28º BIL).

Major Lawand aguarda definição onde irá servir
Major Lawand aguarda definição onde irá servir

Vários homens dessas corporações, como a própria Polícia do Exército, deram apoio nos deslocamentos diários, inclusive fornecendo os ônibus e caminhões. O Tiro de Guerra de Mogi Guaçu também se tornou base de apoio, assim como os soldados da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal. Nesta quinta-feira último dia de curso em Mogi Guaçu, houve um almoço com as autoridades de segurança do município e com a presença de vereadores e do prefeito Walter Caveanha (PTB).

No contexto do exercício, também foi realizado o ECAM (Estágio de Correspondente em Assuntos Militares), para estudantes de Jornalismo e de Comunicação Social. O objetivo foi proporcionar conhecimento sobre o Exército Brasileiro, inclusive sobre condutas em áreas de conflitos.

No estágio houve palestras, atividades militares, envolvendo primeiros-socorros, rapel e progressão em área de conflitos, além de práticas de entrevistas.

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