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Comerciantes pedem ação contra sujeira em canteiros

A sujeira deixada pelo local tem sido rotineira aos finais de semana e gerado reclamações

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Há pouco mais de um mês, quando Mogi Guaçu entrou na fase amarela do Plano São Paulo e os bares foram autorizados a retomar suas atividades com consumo no local até 22h00, a Avenida Júlio Xavier da Silva, no Parque Cidade Nova, voltou a registrar um grande número de frequentadores, tanto que para se ter uma ideia, a Guarda Civil Municipal informou que, no último final de semana, precisou usar munição de efeito moral para dispersar mais de 1.000 pessoas que continuaram na avenida mesmo após o fechamento dos bares. No dia seguinte, na segunda-feira (7), o canteiro central da avenida amanheceu coberto de copos, garrafas, papéis e até mesmo embalagens de drogas. Revoltados, comerciantes do local disseram à Gazeta que não aguentam mais a sujeira e a bagunça frequente da avenida.

O proprietário da Lopes Acabamentos, Renato Moraes, lamentou que o espaço, que poderia ser uma área verde bonita da cidade, tenha virado ponto turístico de vândalos. “Ao menos quatro dias da semana a gente tira sacos de lixo daqui e infelizmente encontra até resíduos de drogas”, reiterou Moraes. Outra preocupação é com relação a frente da loja que pode ser danificada, já que na avenida também acontecem brigas e confusões. “Alguma coisa precisa ser feita aqui porque uma hora ou outra eles vão quebrar os vidros da nossa loja”, ressaltou o comerciante.

Mesmo tendo colocado grades em frente ao seu comércio, Osmar Lopes Filho, o Neno, dono do Neno Fogos, também relatou que a situação da Avenida Júlio Xavier da Silva está insustentável. “É um absurdo, há mais de 10 anos eu peço ajuda pra a Administração e ninguém vem aqui. Eu acho que se as duas forças policiais da cidade não se unirem não vai adiantar, só a GCM fica aqui enxugando gelo”, pontuou o comerciante que também enfatizou que toda segunda-feira precisa pegar a sujeira e lavar a frente de sua loja. “É pino de cocaína, é copo e até as necessidades que as pessoas fazem atrás de árvore, de poste. Eu não tenho nada a ver com esse lixo e sou obrigado a limpar?”, questionou Neno.

 

Falta de educação

Por ser uma área verde, a limpeza do canteiro central da Avenida Júlio Xavier da Silva é feita pela Saama (Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente). O secretário da pasta, Pedro Luís Mendes de Sousa e o assessor José Luiz Bueno Rodrigues, informaram que de quinta e sexta-feira a Pasta realiza a limpeza das lixeiras existentes no local. A limpeza mais pesada acontece as segundas e terças-feiras por conta do grande volume de sujeira gerado no final de semana.

O secretário informou que os funcionários da Saama não trabalham aos finais de semana e confirmou que recebeu muita reclamação por conta do volume de lixo. “Infelizmente é uma questão de educação ambiental, as pessoas preferem jogar no gramado ao invés de levantar e ir colocar em uma sacolinha para depois ser recolhido”, relatou o secretário.

Neste caso específico, a equipe da Saama precisou usar rastelas, sopradores e espetos para realizar a limpeza, informou Sousa. O secretário também disse que os comerciantes que abrem à noite e vendem bebidas precisam disponibilizar locais para o descarte correto do lixo. “Quem puder colaborar coloque lixeira de fácil acesso a esse público de final de semana”, completou o secretário que ainda lembrou que o mesmo problema tem sido observado nas Praças Francisco Marquezi, próximo ao Tiro de Guerra, e Monteiro Lobato, na Avenida Mogi Mirim.

 

Segurança

O comando da Guarda Civil Municipal ressaltou que intensificou o policiamento na Avenida Júlio Xavier da Silva e tem trabalhado todo final de semana no local visando acabar com a aglomeração de pessoas e evitar confusões.

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