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Condutor do Samu diz que foi agredido

O motorista de ambulância afirma que foi surpreendido no estacionamento pelo colega que o agrediu e o ameaçou

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O motorista de ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Guilherme Renan de Castro, 29, acusa o colega de trabalho Bruno José de Souza Fezer, 39, de agressão e ameaça. De acordo com Castro, na manhã desta sexta-feira (17), ele foi agredido por Fezer no estacionamento da base do Samu, no Jardim Ypê Pinheiro, no momento em que chegou para trabalhar. “Eu não tinha nem saído do carro e ele abriu a porta do veículo com força e já começou a me agredir com socos e pontapés”.

Segundo o motorista, ele apenas conseguiu se defender. “Ele tentava me tirar do carro e pegava a porta e fechava em mim”, completou Castro que apresentava lesões no corpo e estava com o uniforme de trabalho rasgado. As agressões teriam sido motivadas porque Castro teria adicionado a esposa de Fezer no Facebook. Um dia antes, na quinta-feira (16), Castro foi avisado por mensagem por outro colega de trabalho que Fezer estava muito bravo com ele. “Mas a verdade é que eu nem sei quem é a mulher dele”, afirmou o motorista que ainda apresentou uma foto (print) com a mensagem de Fezer o ameaçando. “Esse mesmo colega me mandou um print com a conversa com ele e ele me ameaçava de morte”.

Por essa razão, no mesmo dia, ele foi até a CPJ (Central de Polícia Judiciária) e registrou um Boletim de Ocorrência por ameaça contra Fezer. Já nesta sexta-feira, após a agressão, ele voltou à delegacia e fez um novo B.O., mas, desta vez, por lesão corporal. Castro também realizou exames que constataram as lesões sofridas em um laudo médico. Além disso, ele realizou no IML (Instituto Médico Legal) um exame de corpo de delito.

O motorista garante que foi surpreendido com a atitude do colega e que não sabia que havia adicionado a mulher dele na rede social. “Eu envio aquelas sugestões que são sugeridas pelo próprio Facebook. Eu nunca vi a mulher dele”, comentou.

Além de temer as ameaças, ele ainda enfatizou que passou por uma grande humilhação ao ter sido agredido dentro do ambiente de trabalho. “Tinha umas 10 pessoas lá e só uma foi me ajudar. Após a agressão, eu avisei a enfermeira que não tinha condições de trabalhar e fui fazer corpo delito”.

 

Apuração

O coordenador do Samu, Wagner Tadeu Cezaroni, lamentou o episódio ocorrido entre os dois motoristas de ambulância. “A gente já trabalha em um ambiente de estresse e não aceitamos esse tipo de conduta”.

Cezaroni explicou que solicitou aos envolvidos que entreguem a ele as versões do fato por escrito e de forma oficial. O documento será encaminhado ao Consórcio Intermunicipal “8 de Abril” que gere toda a parte de recursos humanos do Samu. “Cabe ao consórcio abrir um processo administrativo disciplinar para esclarecer o caso e ver se ambas as partes ou apenas uma delas será punida”.

De acordo com o coordenador, o processo pode demorar de 30 a 90 dias para ser finalizado. Enquanto isso, os dois profissionais continuam atuando normalmente em suas funções.

OUTRA VERSÃO

Acusado nega agressão ao colega de trabalho

A Gazeta entrou em contato com Bruno Fezer para saber sua versão sobre o caso em que é acusado de agressão. O também motorista do Samu nega que tenha agredido o colega de trabalho. Fezer relatou que na última quinta-feira (16) recebeu uma mensagem da esposa perguntando quem era Castro. Isso porque, ele teria a adicionado no Facebook e curtido algumas de suas fotos que estavam abertas na rede. “Eu falei para ela que apenas o conhecia do trabalho, mas que ele não era meu amigo”.

Com isso, a esposa de Fezer bloqueou Castro na rede social. Na manhã desta sexta-feira (17), as 07h00, os dois chegaram à base do Samu para iniciarem o plantão. Fezer contou que foi até o carro de Castro e falou que queria conversar. “Sem descer do carro, ele me deu chutes”. O acusado ainda disse que neste momento segurou a calça de Castro que rasgou na costura. “Fora isso, eu não relei nem sequer um dedo nele. Se eu tivesse agredido ele teria sido afastado, mandado embora”.

Fezer disse que toda a cena foi presenciada por uma testemunha que, de fato, o impediu de agredir Castro. “Se eu estivesse sozinho até tinha batido nele, mas meu colega não deixou”. O motorista enfatizou que queria apenas ter uma conversa. “Não é certo ele ficar rodeando mulher casada, ia resolver a questão numa boa”.

Quanto às acusações, Fezer disse que está tranquilo e que depois da confusão deu continuidade ao seu dia de trabalho. “Ele foi embora, abandonou o plantão”. O acusado ressaltou que, agora, vai esperar com a consciência em paz que tudo seja avaliado e resolvido com a Justiça.

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