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Conflito familiar lidera estatística de 2019

Assim como nos dados de 2018, os casos de conflito familiar foram os mais registrados apesar de queda significativa

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Na manhã desta sexta-feira (10), o Conselho Tutelar de Mogi Guaçu divulgou a estatística de 2019 referentes aos atendimentos realizados ao longo do ano com o objetivo de proteger os direitos das crianças e dos adolescentes do município. De acordo com o conselheiro Adilson Almeida, a procura da população pelos serviços prestados pelo CT foi expressiva. “Isso mostra a relevância do trabalho feito pelo Conselho”.

A estatística aponta que o Conselho Tutelar registrou de janeiro a dezembro 1.598 violações, 1.160 encaminhamentos, 6.547 averiguações e 3.217 orientações. Lembrando que nas violações estão os casos de conflito familiar, negligência, maus-tratos, evasão escolar, abandono de incapaz, abuso sexual, entre outros. Assim como em 2018, o item conflito familiar foi o que mais registrou ocorrências com 634 atendimentos. Apesar disto, houve uma redução nos casos, já que no ano anterior o número de atendimentos foi de 1053. Como exemplos de conflito familiar estão brigas que ocorrem entre casais separados que discutem a guarda compartilhada de um filho e adolescentes que fogem de casa.

Em seguida com 215 auxílios vem a negligência que, conforme explicou o conselheiro, diz respeito ao não oferecimento dos direitos principais da criança e do adolescente como ter as vacinas em dia, frequentar a escola, ter uma boa alimentação e condições de higiene. A violência física/psicológica gerou 141 atendimentos e ficou em terceiro lugar na estatística de 2019.

Almeida esclareceu que neste item entram crianças e adolescentes que são agressivos e até mesmo tentaram suicídio, que inclusive teve 23 ocorrências registradas no Conselho Tutelar ao longo do ano. As vítimas de violência física/psicológicas são encaminhadas ao CAIA (Centro de Atendimento à Infância e Adolescência).

No entanto, o conselheiro observou que muitas famílias que recebem os encaminhamentos do CT, não apenas ao CAIA, mas também ao CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) e ao CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) não demonstram interesse em sanar os problemas identificados, e isso também é um exemplo claro de negligência. “A gente faz o que nos compete que é agir de acordo com o artigo 111 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), realizando verificações, notificações e encaminhamentos”.

Segundo Almeida, quando uma família não dá continuidade ao encaminhamento, o CT faz uma notificação e depois, se necessário, encaminha o caso ao Ministério Público.  O conselheiro ainda falou sobre as ocorrências de abuso sexual, sendo que foram confirmados nove casos e 41 suspeitas. “No CT, os casos de abuso têm diminuído, graças a Deus. As denúncias devem ser feitas”. Lembrando que o número para as denúncias é o Disque 100.

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