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Corte de árvores gera críticas e gritos na Câmara

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Os vereadores voltaram do recesso parlamentar na última segunda-feira (3) e a sessão acabou sendo rápida por conta da manifestação de munícipes que acompanhavam os trabalhos da galeria. O regimento interno da Casa de Leis é claro quanto à proibição de qualquer tipo de manifestação de quem assiste às sessões, porém ele não foi respeitado na segunda-feira.

O vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), ocupou a tribuna da Câmara para falar sobre o corte de árvores no canteiro central da Avenida Clara Lanzi Bueno. “O assunto mais comentado nos últimos anos com certeza foi a derrubada das árvores para a continuidade das obras do corredor de ônibus. Não tem lógica uma avenida dentro de outra avenida. Nesse caso, a Avenida Alíbio Caveanha dentro da Avenida Clara Lanzi e é bom ressaltar que nós da oposição somos contrários a essa obra desde o início”, comentou.

O vereador ressaltou que a obra de mobilidade urbana deveria ter sido planejada no futuro, pois o município apresenta outras prioridades. “O prefeito não escuta a população e não escuta a oposição. Mas devia ouvir esse Legislativo, pois representamos a população. Desde o início nos posicionamos contra esse corredor”, criticou o vereador ao citar que as obras de mobilidade urbana deveriam beneficiar a rotatória do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”, onde o trânsito é complicado. “O prefeito está gastando R$ 8 milhões nesse corredor que poderiam estar gastando para fazer um viaduto lá na rotatória do HM. Essa obra começou em 2015 e tem muita gente que sabia”, ressaltou Guilherme que acabou sendo interrompido aos berros pelo coronel Costa Junior. “Você falou que ninguém tinha conhecimento. Fala agora. Continua”, berrou do alto da galeria.

O presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti (PTB), avisou os presentes sobre o regimento interno, mas também foi interrompido por coronel Costa e outros manifestantes. “Assinaram para a Prefeitura pegar os R$ 29 milhões”, “Todos vocês sabiam e não fizeram nada”, “Para a população tem lei e para político não tem”, “Não somos baderneiros, somos pagadores de impostos”, gritavam alguns manifestantes.

Por conta da falta de controle, o presidente da Câmara suspendeu a sessão por 20 minutos, enquanto poucos vereadores ficaram em plenário ouvindo as críticas e gritos vindos da galeria. No retorno, o vereador Guilherme optou por continuar o discurso e, após pedidos dos munícipes, disse que irá propor uma CEI (Comissão Especial de Inquérito), a fim de que a obra do corredor e a derrubada de árvores sejam alvos da investigação. “Até para dar uma resposta para a população quero propor a abertura de uma CEI para investigar essa questão”, comentou encerrando seu discurso.

O vereador foi o único que utilizou o tempo destinado pelo Tema Livre e a sessão acabou encerrada antes das 20h30.

 

Votação

Apenas um projeto constava da ordem do dia na segunda-feira e foi aprovado por unanimidade antes da confusão vinda da galeria da Casa. Trata-se do projeto de autoria do vereador Natalino Tony Silva (Rede) que autoriza o Poder Executivo Municipal a instituir o parcelamento do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Móveis) no município. Também foi aprovado, mas em regime de urgência, um projeto do Executivo, que dispõe sobre concessão de repasses às Organizações da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, de Mogi Guaçu.

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