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Dengue avança e risco de epidemia é real

Jardim Munhoz terá ação de mobilização neste sábado (15) com apoio de alunos, pais e comunidade em geral

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Com 157 casos de dengue confirmados e outros 77 pacientes no aguardo do resultado de exames, a doença preocupa as autoridades municipais de saúde e o risco de epidemia não está descartado. A falta de apoio da população em adotar as medidas de controle do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, é um agravante. Um cenário das ações traçadas pela Administração Municipal foi apresentado na manhã de segunda-feira (10) em reunião realizada no auditório da Secretaria Municipal de Saúde.

A responsável pela Pasta, Clara Alice Franco de Almeida, lamentou a ausência da participação de representantes da sociedade civil. Isto porque, apesar dos inúmeros convites, apenas duas pessoas compareceram. De um total de oito participantes, seis eram da área da saúde do município. E os convites foram feitos aos sindicatos, representantes de igrejas e clubes de serviço.  Questionada sobre o que achava das ausências, Clara foi taxativa: “Não foram atingidos ainda”.

A secretária atenta que este comportamento se repete em parte da população que não percebe a importância das medidas de combate ao mosquito transmissor da dengue e não faz a lição de casa, ou seja, eliminar criadouros. “É mais fácil por a culpa no vizinho ou reclamar da Prefeitura”, exemplifica. Por isso, a secretária diz que, ao receber queixa a equipe sempre verifica a casa do reclamante e do reclamado. E o resultado, em geral, é o mesmo: há problemas em ambos.

Uma das ações previstas para tentar reverter este cenário é mobilizar a comunidade em torno de um objetivo comum: limpar o bairro e mantê-lo limpo. A ideia se espelha em trabalho semelhante realizado por iniciativa de moradores no Jardim Hermínio Bueno, no ano passado. A mobilização que envolve a comunidade em geral, inclusive escolas, começará pelo Jardim Munhoz e acontecerá neste sábado (15), com apoio da SSM (Secretaria de Serviços Municipais) e da Cooper 3Rs.  Clara faz questão de observar que não se trata de mutirão. Isto porque, a ideia é que a comunidade do bairro faça da ação uma rotina.

 

PARCERIA

A ação da VE (Vigilância Epidemiológica), em parceria com a Secretaria de Educação, mobilizará alunos do ensino infantil e seus pais e responsáveis a cuidar do bairro. Antecedendo a ação, esta semana, as escolas do bairro foram nebulizadas.

No entanto, a bióloga da VE, Cristiana Folcheti Monteiro Ferraz, lembra que o procedimento é realizado a partir de critérios. “Não é simplesmente aplicar inseticida em todos os bairros”, pontua. Aliás, o município recebeu apenas 50 litros de inseticida. Ou seja, o Ministério da Saúde voltou a fazer o repasse do inseticida, mas ainda em pouca quantidade. Entre os bairros nebulizados estão o Itacolomy II e o Guaçu Mirim.

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