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Dengue: Mogi e Guaçu somam mais de 2,7 mil casos

Há receio de que diante da pandemia as pessoas estejam deixando de procurar os postos de saúde por medo da Covid-19

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A dengue avança em Mogi Mirim e Mogi Guaçu que, juntas, somam 2.787casos positivos da doença que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Em Mogi Mirim o total de casos é de 1.773, enquanto Mogi Guaçu tem outros 1.014 casos.

Ano passado, neste mesmo período, Mogi Guaçu tinha 1.167, ou seja, 153 casos a mais que os contabilizados neste ano. Os números são menores, mas há receio de que diante da pandemia do novo coronavírus as pessoas estejam deixando de procurar os postos de saúde por medo. “Apesar de termos passado de 1 mil casos, como é acumulado desde o início do ano, não é muita coisa quando comparado ao início deste ano que estávamos tendo o triplo de casos do mesmo período do ano passado”, explica a bióloga da Vigilância Epidemiológica, Cristiana Folchetti Monteiro Ferraz.

Outra avaliação feita pela profissional é quanto ao fato de a população estar ficando mais em casa por conta da quarentena. “O fato de estar em casa não faz diminuir o número de casos, mas diminui as áreas com casos”, analisa. Cristiana lembra que ainda estamos no período de histórico de picos, que compreende os meses de abril e maio, por isso, há perspectiva de redução de casos a partir de junho. Isto considera ainda a redução da temperatura e do período de chuvas.

A orientação da bióloga é que as pessoas procurem os postos de saúde, caso tenham sintomas de dengue (dores no corpo, febre, manchas vermelhas no corpo ou dor no fundo dos olhos) para que façam exame.

 

MOGI MIRIM

Em um intervalo de sete dias, o município registrou 135 novos casos positivos de dengue, chegando à marca de 1.773 confirmações no ano, segundo o boletim semanal divulgado pela Vigilância em Saúde na quinta-feira (23). As notificações aumentaram de 4.860 para 5.040 em todo o município.

Entre o total de casos, 905 foram registrados em mulheres e 868 em homens. A faixa etária entre 16 e 59 anos é a que concentra o maior número de confirmações, com 1.213, seguido das pessoas acima de 60 anos (291), 6 a 15 anos (196) e 0 a 5 anos (73).

O boletim aponta a Zona Norte como a região responsável por concentrar grande parte dos casos positivos, 935 do total. Logo depois aparecem a Zona Leste (326), Zona Oeste e Centro, com 193 cada, Zona Sul (94) e Zona Rural (32). (Com informações da Secretaria de Relações Institucionais)

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