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Direitos do Brasileirão em mercado de apostas sobem para U$ 17,2 milhões

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Da Redação 

Apesar da suspensão momentânea dos jogos, os direitos de transmissão do Brasileirão para o exterior, em conjunto com casas de apostas, foram leiloados durante o mês de abril. Com um lance de US$ 17,2 milhões, o consórcio formado pela Zeus Sports Marketing e a Stats Perform saiu vencedor. A receita gerada pela negociação envolvendo o mercado de apostas foi quase US$ 2 milhões maior que o contrato anterior.

As propostas foram realizadas em envelopes fechados, isso porque os valores não estavam entre os fatores primordiais em torno da escolha, conforme afirmaram os clubes. Segundo informações internas, a lance vencedor não foi o maior do leilão.

Agora, os clubes devem se reunir com o consórcio para tratar dos detalhes do negócio. As agências, então, devem detalhar todo seu planejamento e informar quais são as fontes estimadas de receita variável. O contrato só será assinado após a aprovação do plano apresentado.

Mercado de apostas cresce no Brasil

O investimento das empresas que participaram do leilão em conjunto com as casas de apostas acompanha o processo de expansão desse mercado no Brasil – que busca cada vez mais “apostar” na pluralidade de conteúdo para atrair usuários. Aqui, uma análise detalhada do Bodog Brasil, que figura entre as plataformas mais confiáveis do país, pode ser utilizada como um indicativo deste cenário de crescimento e diversidade.

Além de realizar seus palpites sobre o futuro das principais competições nacionais e internacionais, a Bogod Brasil também possibilita que seus usuários aproveitem sua área exclusiva para jogos de azar ou se divirtam em uma de suas salas de poker online. Isso, claro, sem mencionar as plataformas que conta com a transmissão de partidas ao vivo via streaming.

Esse cenário de expansão é resultado dos investimentos realizados pelo mercado de apostas nos últimos anos, que ocorrem em paralelo ao crescente interesse do público brasileiro por esse universo.

Outro grande motivador foi a promulgação da Lei 13.756/18. A normativa, que está em fase de regulamentação, tornou as apostas esportivas legais em todo o território nacional, tanto por meios físicos quanto virtuais. Além disso, a nova Lei também permitiu que sites de apostas patrocinam clubes brasileiros, o que já beneficiou mais de metade das equipes que fazem parte da Série A do Brasileirão.

Receita pode ajudar o país a superar crise

Mas não são apenas as equipes nacionais que podem lucrar com a legalização das apostas esportivas, já que a nova atividade também deve gerar receita para os governos federais e estaduais, podendo auxiliar no controle dos gastos públicos.

Para que se possa ter uma noção do capital envolvido nessas transações, apenas o futebol movimenta cerca de R$ 4 bilhões em apostas por ano. Só que, até o momento, esse movimento financeiro acontece sem nenhum tipo de regulamentação.

“Sem regulamentação a gente não tem monitoramento, não tem tributação, só tem os riscos. A maioria dos sites não vai se mudar dos paraísos fiscais, mas a regulamentação permite troca de informações e monitoramento. A gente consegue identificar quem está jogando, quanto. Consegue cobrar uma taxa de funcionamento do site no país”, esclareceu Pedro Trengrouse, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A receita gerada pelos impostos de empresas de apostas no Brasil poderia, inclusive, evitar o aprofundamento da atual crise atravessada pelo país. Só que, para isso, é necessário agilizar o processo de regulamentação da atividade.

Segundo Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a atual conjetura “terá efeitos devastadores na economia mundial, certamente mais intensos e diferentes dos sofridos durante a crise financeira global”, cujo ápice foi atingido em setembro de 2008.

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