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Diretora da “Cid Chiarelli” nega influência política

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Os vereadores Ivens Chiarelli (PMDB) e Thomaz Caveanha (PTB) foram acusados pelo vereador Alexandro de Araújo, o Alex Tailândia (PRB), de usarem de influência política para ‘arrumar’ vagas na escola “Cid Chiarelli”, mantida pela Feg (Fundação Educacional Guaçuana), em detrimento de crianças que concorreram no sorteio de vagas.

Thomaz contaria com o apoio do chefe de Gabinete do prefeito e presidente da Feg, Bruno Franco de Almeida. Segundo Tailândia, eles seriam conhecidos por ‘conseguir’ as vagas.

Sessão de Câmara AlexTailândiaA denúncia do vereador da oposição foi feita durante a sessão da Câmara, na tribuna, na última segunda-feira (30).

Logo após as acusações, o vereador Thomaz Caveanha não se manifestou. Ontem (4) a Gazeta tentou ouvir o presidente da Feg acerca das denúncias e mesmo passados quatro dias desde que o fato veio a público, Bruno Franco de Almeida alegou, por meio de nota, que ‘em face da absoluta falta de informação do que se define como “denúncia”, não se manifestará acerca do assunto em questão’.

Já Ivens Chiarelli, acusado de ter conseguido vaga para o próprio filho, rebateu as acusações. Ele disse que o filho estuda no Ensino Médio e não precisou participar do sorteio, mas que aguardava vaga em fila de espera até que foi chamado. Ivens sugeriu para Alex Tailândia que ampliasse sua denúncia, porque suspeita que uma funcionária da Feg tenha conseguido vaga para familiares, sendo que esse é um dos critérios da seleção.

Sessão de Câmara Thomaz Caveanha

Alex Tailândia fez as acusações após ter dois requerimentos reprovados pelos colegas. Os documentos solicitavam informações sobre vagas disponibilizadas para sorteio na Feg. Apenas os vereadores Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (SD), e Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PP), votaram favoravelmente.

Tailândia, com documentos em mãos, afirmou que irá fazer a denúncia de favorecimento ao Ministério Público por considerar que há abuso de poder. “A legislação nos permite fiscalizar para que o dinheiro público seja bem utilizado e haja transparência nos trabalhos do Executivo. E vereador precisa ter postura correta e não em benefício próprio”, salientou.

Sessão de Câmara Ivens Chiarelli

SORTEIO

Diretora da “Cid Chiarelli” nega influência política

A diretora da escola “Cid Chiarelli”, Maria Bernadete Dalera, mostrou para a Gazeta os documentos com os nomes dos alunos que farão a matrícula segundo os três critérios de seleção: filhos e netos de funcionários da mantenedora Feg, rede física e sorteio. “Tudo o que ele pediu está aqui, não tenho o que esconder”, alegou a diretora, que negou a acusação de influência política.

Maria Bernadete garante que filho de vereador não foi beneficiado
Maria Bernadete garante que filho de vereador não foi beneficiado

A escola “Cid Chiarelli” abriu uma semana de inscrições para pais interessados em matricular filhos desde o Jardim I até ao 9º ano do Ensino Fundamental. A lista não é cumulativa, com nomes de anos anteriores. Todo ano tem de ser feita nova inscrição. Este ano ainda houve confrontação de endereços e três pessoas foram excluídas do sorteio.

Após a consolidação dos inscritos, a secretaria separa e garante vaga para filhos e netos de professores e funcionários da Feg, o que inclui a escola “Cid Chiarelli”, o Cegep e a Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”. Um critério que, segundo a diretora, é seguido há décadas.

Depois, a vaga é garantida para as crianças que residem na rede física da escola. Uma regra incluída na Administração passada.

Então, os nomes que ficarem participam do sorteio, que já foi feito neste ano nos dias 12 e 13 de novembro. “O sorteio foi feito na quadra de esportes, na frente de todos os inscritos que compareceram e foi aberto a quem quisesse assistir. A imprensa e os vereadores deviam vir no dia e ver a transparência com que é feito”, rebateu a diretora Maria Bernadete Dalera.

Feg

Ensino Médio

Desde o ano passado, os interessados no Ensino Médio prestam vestibulinho e a matrícula é feita por classificação. Havendo sobras de vagas são chamados os estudantes em lista de espera, mesmo que não tenham prestado o vestibular. “Nesse ano, ainda sobrou vaga. O filho do vereador Ivens Chiarelli estava na lista de espera e foi chamado. Ele não pegou vaga de ninguém. Todos os que procuraram a escola foram atendidos. Na sala dele ainda sobraram quatro vagas”, informou Bernadete.

No Ensino Médio, os alunos pagam uma mensalidade de R$ 289 (período da manhã) e R$ 188 (à noite), além de R$ 64 pela apostila.

 

Transparência

Embora tenha havido sorteio de vagas para 2016, a escola “Cid Chiarelli” só tinha 80 vagas para oferecer ao Jardim I. Outros 207 ficaram na lista de espera.

Para o Jardim II até o 9º ano o sorteio foi para ordenar a lista de espera. “Ninguém foi chamado ainda”, garante Bernadete.

Foram 246 inscritos e na lista de espera para o Jardim II, 232 estão aguardando para 1ª série, 108 para o 2º ano, 99 para 3ª série, 67 para o 4º ano, 76 inscritos para o 5º ano, 83 para o 6º ano, 72 aguardando par o 7º ano, 42 para o 8º ano e 40 estudantes esperando para o 9º ano.

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