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“É pura vingança”, afirma Kemp sobre pedido de impeachment

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O presidente do PT de Mogi Guaçu, Alceu Kemp, o Galo, avalia que o Governo Federal é vítima de uma atitude de vingança comandada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou, nesta quarta-feira (2), o principal pedido de impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Para Galo, trata-se de um jogo político que não tem razão para prosseguir. “É pura vingança. Pelo menos, acabou com esse impasse de barganha, porque o Cunha queria tirar vantagem para impedir a sua própria cassação na Câmara”, avaliou Kemp.

O presidente do PT guaçuano está confiante de que a presidente Dilma irá se manter no cargo e cumprir o mandato até dezembro de 2018. “Ela irá ficar. Não há razões para que esse processo continue. No entanto, o PT irá reagir conforme os fatos forem acontecendo”, frisou.

A presidente do PSDB guaçuano, Maria Otília Papa, o principal partido de oposição do Governo Federal, afirma que é um tema difícil de se comentar, justamente porque há interesses políticos norteando a situação. “Os órgãos competentes são quem têm de avaliar e analisar com cautela, a fim de decidir se vão aceitar e prosseguir com o pedido de impeachment. O pedido está calcado na lei”, observou Otília.

De acordo com ela, o Governo Federal tem de pagar pelos erros que cometeu e enfrentá-los até o fim. “Se a presidente cometeu o crime de Responsabilidade Fiscal, ela terá de arcar com as consequências. O Brasil tem que começar a punir quem comete crimes”, opinou Otília.

Eduardo Cunha é um dos principais desafetos do Governo Federal e recebeu a representação assinada pelos advogados Hélio Bicudo (ex-petista), Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, peça corroborada pela oposição e pelos movimentos de rua que pediram a saída de Dilma Rousseff da presidência.

Por enquanto, o pedido de impeachment já foi lido no plenário e na próxima segunda-feira (7) os partidos políticos vão indicar os integrantes da Comissão Especial, que terá 65 integrantes. A presidente da República ainda precisa apresentar sua defesa. Vale ressaltar que o pedido de impeachment somente será aberto se tiver o apoio de pelo menos 342 dos 512 deputados federais. O presidente da Câmara não tem direito ao voto.

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