Home»Editorial»Editorial: A conta tem que fechar

Editorial: A conta tem que fechar

0
Shares
Pinterest WhatsApp

A partir da próxima segunda-feira (5), conforme o prometido pela Administração Municipal, os atendimentos serão retomados em todas as unidades de saúde, o que inclui UBS (Unidade Básica de Saúde), USF (Unidade de Saúde da Família) e CEM (Centro de Especialidades Médicas). A retomada acontece após seis meses e a Secretaria de Saúde calcula que 21 mil consultas foram desmarcadas desde o início da pandemia do coronavírus, em março. Seguindo os protocolos do Ministério da Saúde, os atendimentos foram suspensos e quem procurou pelas unidades de saúde não foi acolhido. Agora, a retomada acontece ainda no meio da pandemia com a cidade contabilizando 79 óbitos pela doença e mais de 2.700 casos positivados. Fato é que um novo atendimento será implantado pela Secretaria de Saúde. Além da questão da Covid-19 e todos os protocolos necessários, a maior dificuldade da Prefeitura será dar conta da demanda.

Por mais que os profissionais tenham feito um estudo dos prontuários, o desafio será fazer com que o paciente entenda as novas regras e o novo modelo de atendimento, que é esperar pelo agendamento em suas casas. Depois de seis meses, como falar para quem precisa da consulta que ele continuará esperando por mais algum tempo, uma vez que a classificação do profissional dificilmente será a mesma do paciente. Como explicar para essas 21 mil pessoas que não foram atendidas que o tempo de espera pode se estender um pouco mais? E desse total que não foi atendido quantas outras procuraram a unidade de saúde e ficou sem atendimento? Esse número pode ser até o dobro se pacientes com outras comorbidades consideradas simples buscaram pelo atendimento, mas não obtiveram êxito.

A Secretaria de Saúde está preparada para atender essa demanda reprimida com qualidade e da maneira que a população guaçuana merece? Como explicar para o idoso que a consulta dele será por teleatendimento? São questões que somente o dia a dia trará respostas para os envolvidos. Justamente, por isso, o Poder Público tem a obrigação de estar preparado para melhor acolher quem espera pelo atendimento. Um melhor acolhimento se faz necessário, principalmente neste período de incertezas. São 21 mil consultas desmarcadas, mas quantos exames ou cirurgias eletivas deixaram de ser feitas? Faltam três meses para o término de 2020 e também da Administração Municipal do prefeito Walter Caveanha (PTB). Assim como as contas públicas devem ser fechadas no verde, espera-se que as da Saúde também fechem com os atendimentos se não zerados, próximos disso. Fato é que toda a equipe de Saúde tem um enorme desafio pela frente e é sempre bom lembrar que o munícipe pagador de impostos merece um atendimento com qualidade e digno. Uma das obrigações do Poder Público.

Previous post

Testemunha flagra e fotografa cães sendo abandonados

Next post

Barracas voltam ao lugar de origem na feira de domingo