Home»Editorial»Editorial: A corrida começou

Editorial: A corrida começou

0
Shares
Pinterest WhatsApp

As eleições 2020 revelam um novo cenário devido a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Com a chegada das eleições municipais para a escolha de prefeitos e vereadores nas cidades do Brasil, especialistas traçam adaptações em meio às decisões sanitárias já tomadas com o intuito de prevenir a doença. Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral votou em plenário o novo calendário eleitoral das eleições municipais de 2020 por conta da mudança de data pelo Congresso Nacional. A Emenda Constitucional 107/2020, aprovada devido à pandemia da Covid-19, alterou a data das eleições municipais para 15 de novembro. Essa mudança repercutiu em datas de vários outros eventos do processo eleitoral.

A partir de agora, grupos políticos e pré-candidatos estão de olho nos prazos, a fim de que possam dar o start em suas campanhas, a partir de setembro. A pré-campanha já está a todo vapor sendo realizada pelos pré-candidatos. Neste início, os futuros candidatos definem seus grupos, no caso da Câmara, e seus parceiros, no caso da corrida pela Prefeitura. As convenções e propaganda eleitoral também acontecem de outras formas. As convenções, por exemplo, ocorrem virtualmente entre os dias 31 de agosto e 16 de setembro. É através delas que os eleitores vão conhecer oficialmente os candidatos às eleições 2020. Algumas pré-candidaturas foram anunciadas, mas quando se fala em política, tudo pode acontecer. Já as propagandas eleitorais serão iniciadas em 26 de setembro e vão até 12 de novembro. Nos demais pleitos, a propaganda eleitoral iniciava dia 16 de agosto e seguia até 1º de outubro, mas com o adiamento, o período começa dia 27 de setembro e vai até 12 de novembro.

Nesta semana, Osmar Bria, máster political coach, conhecido como o “guru dos votos”, afirmou que as redes sociais não irão garantir vitória aos candidatos das eleições municipais deste ano. Na visão dele, as pessoas estão se agarrando às novas ferramentas e estão esquecendo outros fatores importantes na hora de conquistar o voto. O analista comportamental garante que se a pessoa não é um fenômeno das redes sociais, certamente não será por lá que ela vai vencer. E já tem candidato ciente dessa situação e planejamentos estão sendo elaborados, a fim de conquistar um eleitorado cada vez mais exigente. O maior desafio será convencer o eleitor a sair de casa para votar no dia 15 de novembro mesmo ainda incerto de como estará a situação por causa da pandemia do novo coronavírus.

A própria Justiça Eleitoral ainda não definiu os protocolos de segurança e não confirmou se haverá ampliação do horário no dia da votação. Apesar disso, os Cartórios Eleitorais trabalham com a questão de evitar aglomerações nas seções eleitorais, o que justamente pode afastar o eleitor, principalmente os idosos e os integrantes dos grupos de risco. Desafios que precisam ser vencidos pelos futuros candidatos.

Apoiar o processo eleitoral precisa ser entendido igualmente como um gesto de renovação da esperança no regime político democrático, o qual, mesmo que paradoxalmente viva volátil (im)popularidade, será sempre o caminho principal para a solução dos diversos conflitos que permeiam a sociedade e os desafios que se impõe ao sistema político.

Previous post

Chuva colocará fim a 45 dias de estiagem

Next post

Prefeitura aguarda aval da Caixa para notificar empresas