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Editorial: Combater a desinformação é nossa bandeira

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A pré-campanha eleitoral está nas ruas e a busca pelo voto do eleitor no dia 15 de novembro literalmente começou. Nesta edição, a Gazeta traz um perfil do eleitorado guaçuano. Mais de 117 mil eleitores estão aptos para votar e os propensos candidatos podem se debruçar sobre as estatísticas, a fim de planejarem suas campanhas. Nas últimas semanas, o debate sobre os impactos das fakes news no jornalismo, na política e na vida cotidiana foi iniciado. Esse se tornou o assunto do momento por conta da infinidade de notícias falsas compartilhadas durante o período da pandemia, o que faz lembrar o período eleitoral de 2018, quando o processo eleitoral foi prejudicado por conta dessa prática.

Também tomam conta do noticiário dois inquéritos em andamento comandados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e por senadores e deputados em uma Comissão Parlamentar Mista (CPMI). Na esteira dessas investigações, um projeto de lei (PL 2630/2020) aprovado no Senado começa a ser debatido na Câmara, apresentado com o objetivo de combater as fakes news.

Não é de hoje que as informações falsas circulam. Desde que a humanidade é humanidade existe esse tipo de prática. No entanto, as fakes news passam a ser consideradas um fenômeno do tempo atual por serem definidas como notícias falsas, pensadas intencionalmente para causar desinformação e divulgadas de modo massivo na internet. No universo online, as fakes news assumem formatos diversos e entram nesta lista os textos, áudios e vídeos que circulam por meio do WhatsApp. Esse é o tipo mais comum de propagação de fake News no Brasil, pela popularidade do aplicativo e também pela falsa ideia de credibilidade que essa mensagem passa aos usuários, ao ser enviada, muitas vezes, por contatos próximos e de confiança.

E por que a importância de se discutir tudo isso? Queremos um processo eleitoral com notícias falsas predominando o debate local? Os futuros candidatos têm a responsabilidade moral e ética de não se envolverem em notícias falsas, pois sabe-se que os chamados ‘gabinetes do ódio’ já estão em produção de larga escala, que só trará prejuízos para o debate. Além disso, os futuros candidatos precisam estar abertos e disponíveis para chegar ao eleitor e não se pode esperar que isso seja feito apenas por meio da internet.  Existe uma frase batida no jornalismo, que é resgatada como um mantra em período de crise para reafirmar: “a imprensa e o jornalismo sério nunca foram tão importantes quanto agora”. Com o debate sobre fake news em voga, as eleições municipais se aproximam e muita coisa será diferente em relação ao pleito de 2018. Resoluções editadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promovem cerca de 60 mudanças na legislação eleitoral de lá para cá. As propagandas e notícias falsas são temas das alterações.

Algumas regras foram editadas pela Justiça Eleitoral para este ano. Vale lembrar que a prática de fake news para fins eleitorais foi criminalizada ano passado. Pela legislação, pode ser preso e até ter a candidatura suspensa o candidato que espelhar informações falsas sobre os adversários, com o intuito de ganhar vantagem na disputa. No Congresso, foi aprovada pena de dois a oito anos de prisão para quem cometer essa prática, inclusive eleitores. Por isso, candidato e eleitor precisam ficar atentos à informações que divulgam. A Gazeta continuará cumprindo seu papel de levar aos leitores informações com credibilidade e exercerá seu papel de combater as fake news.

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