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Editorial: Começa a corrida

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Em meio à pandemia da Covid-19, a maior crise sanitária dos últimos 100 anos, com uma série de efeitos colaterais na economia e na política, o eleitor tem encontro marcado com as urnas em 15 de novembro, quando será realizado o primeiro turno da eleição. Quanto às eleições municipais, há uma observação a ser feita: nem todos os municípios possuem segundo turno para prefeito. Nas cidades com menos de 200 mil eleitores – ou seja, brasileiros alistados considerados aptos a votar de acordo com o art. 14 da Constituição – por exemplo, ganha o candidato à Prefeitura mais votado.

E o que esperar do processo eleitoral? A eleição municipal é decidida por questões locais, como saúde, educação, transporte, segurança e a chamada zeladoria da cidade – se as ruas estão esburacadas ou se o mato está alto, por exemplo. Avalia-se muito qualidade de vida. A partir deste domingo (27), os seis candidatos a prefeito de Mogi Guaçu e os 260 candidatos a vereador (diminuiu um postulante devido a ida de Eunice Cremasco para a chapa majoritária) estarão nas ruas pedindo o voto do eleitor.

Apesar da pandemia, a maioria dos postulantes não deve abrir mão das reuniões e o contato direito com o eleitor guaçuano. Será o momento de apresentar as propostas e, principalmente, convencer o eleitor quem é a melhor opção para comandar a cidade nos próximos quatro anos e eleger os 11 vereadores que ocuparão as vagas na Câmara Municipal.

Com o fim das coligações proporcionais aumenta a força dos grandes partidos e dos seus presidentes. Neste novo cenário, será possível contar nos dedos das mãos o número de partidos. O processo eleitoral passa, e passará, por modificações profundas ditadas pela pandemia. Começando pelo adiamento em mais de um mês em relação à data original, na expectativa de condições sanitárias mais favoráveis. A própria campanha perderá muito de sua essência considerando-se que o corpo a corpo típico (ainda mais na seara municipal, em que o candidato está mais próximo de quem vota) tende a diminuir. As redes sociais tendem a ficar congestionadas com a quantidade e conteúdo político, o que torna mais difícil o trabalho de convencimento e engajamento.

O eleitor se mostra pouco empolgado, e com razão. O ano foi marcado não só pelas restrições e consequências da pandemia; como ainda por diversos problemas, como falta de remédios, de médicos, demora para fazer exame, falta de creche, obras paralisadas, entre tantos outros. É fundamental, no entanto, que o interesse seja instigado por quem busca a condição de representante da população. Por meio da apresentação de ideias, propostas concretas e congruentes com a realidade da cidade. Do debate e da abertura a ouvir o que o eleitor tem a dizer.

Se desta vez as ruas tendem a estar mais limpas diante da condição excepcional do pleito, espera-se que também nas redes sociais não haja uma poluição nociva, e que seja possível manter um nível digno. É fundamental trabalhar por soluções.

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