Home»Opinião»Editorial dia 8: PMDB: a incógnita da eleição municipal  

Editorial dia 8: PMDB: a incógnita da eleição municipal  

0
Shares
Pinterest WhatsApp

O PSOL saiu na frente e já anunciou sua pré-candidatura a prefeito nas eleições municipais de 2016, sem se importar com as estratégias que vem sendo traçadas pelas demais siglas e sem se incomodar com as previsões acerca do rumo político que será tomado pelo ex-prefeito Hélio Miachon Bueno (PMDB).

Sim, porque há vários outros partidos preocupados com a possibilidade do peemedebista ser candidato a prefeito e travam, assim, suas próprias pré-candidaturas ao comando da Prefeitura. De um lado, há siglas esperando Hélio Miachon definir se vai ou não para o páreo. Somente após essa confirmação é que tais siglas vão fechar suas estratégias.

De outro lado, há integrantes de partidos que também esperam a decisão do ex-prefeito para decidir se mudam ou não suas filiações partidárias a fim de disputarem cargos públicos nas eleições municipais de 2016. Isso porque, além dos cargos de prefeito e vice, também estarão em jogo as 11 cadeiras no plenário da Câmara Municipal.E, neste âmbito, muitos querem saber se optam por serem oposição ou situação a um possível governo de Miachon.

O carisma e o populismo do peemedebista são inegáveis, porém, a pergunta que fica é porque este temor em enfrentá-lo nas urnas? As qualidades pessoais do peemedebista servem, sim, para conquistar o voto do eleitor, mas será que são tão fundamentais ao ponto de serem únicas?

A indecisão do futuro político de Miachon voltou à tona e estagnou a movimentação de boa parte dos políticos locais que ainda não assumem suas posturas frente às disputas eleitorais do próximo ano. Talvez, a indecisão seja tamanha que nem mesmo o próprio governo municipal liderado pelo prefeito Walter Caveanha (PTB) não saiba se realmente continuará tendo o apoio político de Miachon na disputa da reeleição ou o terá de novo como concorrente retomando os tempos de outrora?

Hélio Miachon sempre foi avesso à imprensa e evita conversar sobre assuntos de sua vida política. O que se sabe é que ele mantem o acordo de apoiar o atual governo municipal. Embora a palavra ‘apoio’ esteja um pouco perdida nessa questão, já que o PMDB, no qual Hélio continua filiado como um dos principais integrantes detém seis secretarias municipais, ou seja, é bem mais do que um simples apoio político.

Alguns secretários municipais que estão à frente destas seis Pastas são políticos, e não técnicos. Este fato pode suscitar que eles deixem seus cargos para disputar cargos públicos no ano que vem, conforme prevê a legislação eleitoral. Se Hélio irá romper com Caveanha ou se irá continuar a aliança política com o petebista?

Se Hélio será candidato a prefeito ou apenas irá indicar nomes e apoiar um futuro candidato a prefeito ou a vice? Se ele está inelegível ou se conseguirá efetivamente se livrar dessa condição política? Todas essas respostas somente os próximos meses dirão. Até lá, Hélio vai mudando estratégias e cálculos e reforçando que mesmo sendo uma incógnita ainda atrapalha e causa reviravoltas na política local.

 

 

 

 

 

Previous post

Construção de creche do Guaçu Mirim é retomada nessa terça

Next post

Artigo da edição de terça, dia 8: Um partido que se desfaz