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Editorial: É preciso aprimoramento

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 Todo início de ano as notícias sobre os desastres e as destruições causadas pelas chuvas são veiculadas em todas as regiões do país. Recentemente, foram relatados os problemas enfrentados pelos moradores de Beto Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo e o cenário não muda muito de uma cidade para outra.

Especialistas reforçam que os problemas têm ao menos dois fatores em comum: falta de planejamento urbano nas cidades afetadas e ausência de medidas para prevenção desse tipo de tragédia. Eles apontam que há uma série de ações que o Poder Público deveria tomar para, ao menos, reduzir o impacto de alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra, desmoronamentos e queda de passagens ou pontes. São eventos recorrentes e catastróficos, que custam vidas e trazem transtornos de toda sorte- do trânsito prejudicado à interrupção de serviços públicos essenciais, passando por prejuízos à economia.

Que guaçuano que não está pensando no aumento da vazão do Rio Mogi Guaçu por conta das chuvas dos últimos dias? A vazão aumentou e chegou a atingir 329 m³ na quinta-feira (27) e ontem foi reduzida para 321 m³, sendo a maior dos últimos cinco anos. Uma apreensão e tanto para os moradores ribeirinhos, que já enfrentaram diversos episódios de enchentes. E os moradores dos Jardins Santa Terezinha I e Santa Cecília? Eles já tiveram suas casas alagadas esse ano e toda chuva a preocupação é a mesma: terão as casas novamente invadidas?

A Administração Municipal teria operações em curso e quais se encontram ainda em fase de planejamento para enfrentar situações extremas? Situação como a registrada na última quinta-feira, quando a travessia sobre o Córrego do Pacu, na estrada vicinal Governador Almino Afonso, que liga o Distrito de Martinho Prado Júnior a Mogi Guaçu, foi levada com a força da correnteza. A queda da travessia provocou a morte do motorista Antônio Coraini, de 79 anos e morador de Conchal. A vítima não percebeu a destruição da pista e acabou caindo na vala aberta. Alguém previu que isso poderia ocorrer?

Por mais que a Prefeitura confirme que o local passou por manutenção, nunca é demais ressaltar que a obrigação é justamente evitar que casos como esse ocorram. E a resposta para esse seja um caso isolado tem que ser rápida, pois não se deve descuidar, ainda, da manutenção das bacias do rio, da recuperação de matas ciliares e da implementação de políticas habitacionais que viabilizem moradias sem risco.

Um conjunto de ações e iniciativas ajudariam o município a enfrentar mesmo situações excepcionais, em que o volume da água da chuva supera abundantemente as previsões, como ocorrido nesta semana em Martinho Prado. Há cidades e estados que criaram sistemas de alerta para áreas sujeitas a enchentes ou a deslizamentos. Ou que iniciaram processo de contenção de encostas, limpeza de bocas de lobo e desassoreamento de rios. São condutas indispensáveis, mas insuficientes para afastar em definitivo riscos de novas calamidades.

A previsão é de chuva para os próximos dias, assim como tem caído muita água na cabeceira do Rio Mogi Guaçu. Espera-se que equipes da Prefeitura já estejam em alerta para ajudar moradores, caso seja necessário. Tomara que não seja!

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