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Editorial: É preciso manter o otimismo

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A população de todo o mundo já sente os efeitos da paralisação econômica pela pandemia de coronavírus. E o que estar por vir tem assustado e causado um temor generalizado tanto pela parte da saúde quanto da parte financeira. Alguns economistas falam em crise financeira global, pois diversos são os setores afetados elo atual cenário e os estragos são consideráveis.

A pandemia, que tem acabado com milhares de vidas por todos os continentes, praticamente paralisou a economia mundial, com milhões em quarentena e as cadeias de suprimento em estado de caos devido aos estragos extremos causados pelo vírus na China.

Diversas foram as medidas tomadas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal para o enfrentamento da doença no país. Porém, algumas decisões já entram em rota de colisão, principalmente porque algumas entidades de classe começam a fazer pressão para o retorno das atividades comerciais.

A crítica feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a autoridades estaduais e municipais por terem suspendido atividades econômicas, de escolas e serviços para conter o coronavírus, feita durante pronunciamento em rede nacional na noite da última terça-feira (24), não tem o poder de desautorizar as medidas já adotadas pelos governos locais. Embora a declaração possa influenciar alguns setores a retirar as medidas que forçam o isolamento social, Estados e municípios não são obrigados a alterar qualquer tipo de determinação que já tenham feito sobre o assunto.

É justamente a incerteza, baseada no fato de que até agora não se sabe por quanto tempo e como o vírus irá atrapalhar a atividade das pessoas, das empresas e das economias, a principal fonte do desagravo entre comerciantes, empresários e autônomos. Por isso, uma parcela atua nos bastidores para o retorno das atividades comerciais com restrição, como por exemplo, manter um número menor de funcionários na ativa.

A discussão foi iniciada em âmbito municipal e os Governos do Estado também estudam uma forma de flexibilizarem as medidas preventivas contra o coronavírus. Fato que o cenário é novo para todo mundo e, por isso, qualquer nova medida acaba gerando novas incertezas.

Apesar da existência dessa pressão, o governador João Doria (PSDB) manteve a quarentena até 7 de abril e essa mesma decisão deve ser seguida pela maioria dos prefeitos até porque o decreto estadual se sobrepõe ao municipal. A preocupação sobre os efeitos das medidas de restrição para a economia é geral e, por isso, as autoridades devem começar a defender uma política mais branda sobre a quarentena. Muitos já projetam uma flexibilização gradual da quarentena a partir de 7 de abril, pois uma liberação total poderia sobrecarregar o sistema de Saúde e uma restrição total por muito mais tempo poderia sufocar a economia.

Fato é que os governos- federal, estadual e municipal- terão que encontrar uma solução de equilíbrio, um meio-termo nas medidas de isolamento. Enquanto isso é discutido e novas medidas sejam adotadas, fica a orientação: fiquem em casa.

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