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Editorial: Eleições no meio da pandemia

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É compreensível que o mundo só fale de um assunto: a pandemia do novo coronavírus. Por isso, é mais compreensível ainda que alguns assuntos sejam colocados em segundo plano, principalmente quando os casos de Covid-19 começam a crescer no Brasil. Além de todas as medidas já anunciadas para o enfrentamento da doença, especialistas e médicos não traçam um panorama favorável por aqui. Além de todas as incertezas sobre a disseminação do vírus, a economia do país, que vinha retomando o crescimento em ritmo muito lento, agora, provavelmente, se encontra em acentuada curva decrescente e, seguramente, abalará não só a economia como um todo, mas igualmente a arrecadação do governo, desorganizando o cotidiano das pessoas.

Nesta linha de pensamento não tem como não citar que o mundo tem assistido a uma mudança drástica de rotina por conta do isolamento social, única ferramenta defendida com afinco pelos médicos e autoridades contra o avanço do coronavírus. E essa mudança de comportamento tem afetado todas as categorias, inclusive a política.

A semana foi marcada pelas filiações de candidatos que têm interesse nas eleições de outubro, mas sem o contato social, os partidos tiveram que rever seus planos. O Tribunal Superior Eleitoral confirma o processo eleitoral para o dia 4 de outubro, apesar que já existe uma discussão para o seu adiamento. Mesmo que algo aconteça lá na frente, tanto os partidos quanto os propensos candidatos precisam cumprir o calendário eleitoral que, por enquanto, não sofreu alterações, como foi o caso do prazo para as filiações. Com a suspensão dos atendimentos presenciais nos Cartórios Eleitorais, algumas filiações não puderam ser efetivadas por conta que o eleitor não havia feito o cadastramento da biometria.

O prazo final é 6 de maio, a fim de que o eleitor que já está com o título eleitoral cancelado faça sua biometria, mas o serviço está indisponível, por enquanto. Em Mogi Guaçu, são mais de 20 mil eleitores que não atenderam ao chamado da Justiça Eleitoral e correm o risco de ficar com o título cancelado, além de enfrentar outros problemas, como a concessão de empréstimos.

Mesmo que no momento a expectativa de liderança de várias ações possa estar sobre os ombros dos governos Estadual e Federal, são os governos municipais que se encontram próximos da população e terão de tomar as medidas, a fim de evitar o colapso do sistema de saúde. São as autoridades do município que estão sendo cobradas diariamente para investir na saúde pública e preparar leitos para o atendimento dos pacientes.

Por mais que os assuntos pareçam não ter relação alguma: eleição e Covid-19 tem relação e importância neste momento. Justamente porque a população depende de toda a ação vinda do Poder Público, assim como as autoridades estão sendo cobradas para que medidas sejam tomadas. A eleição municipal é um momento importante para o eleitor avaliar e decidir quem comandará a cidade e quem elegerá como representantes na Câmara Municipal, mesmo em tempos tão sombrios como este que o mundo vive.

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