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Editorial: Mais uma vez laranja

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Mais uma vez, o governador João Doria (PSDB) fez a atualização de fases da retomada econômica do Plano São Paulo. Contrariando as melhores expectativas, o DRS (Departamento Regional de Saúde) de São João da Boa Vista, a qual Mogi Guaçu pertence, permaneceu na fase laranja. Ou seja, não passamos de fase. Os números ainda não são positivos e o surgimento de novos casos é uma preocupação real nas cidades do interior. O calcanhar de Aquiles continua sendo a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). E, claro, diante do cenário atual, os municípios abrangidos pelo DRS XIV continuam com o comércio aberto com restrições. Os proprietários de academias, bares, lanchonetes e restaurantes terão que esperar o próximo período de atualização do Plano São Paulo, uma vez que a quarentena foi prorrogada até 10 de agosto e novas análises serão feitas pelo Governo do Estado. A boa notícia da reclassificação é que nenhuma região regrediu, desta vez, no Plano São Paulo e outras que estavam na fase vermelha voltaram para a laranja, como a cidade de Campinas, Araraquara e Araçatuba.

Apesar dos índices melhores apresentados pelo governador durante a coleta de imprensa nesta sexta-feira (24), fato é que os prefeitos ainda têm a missão de contornar a crise econômica gerada pela pandemia. Comerciantes dos mais variados segmentos mostram-se cada vez mais preocupados com a situação. Por outro lado, as Prefeituras não têm o poder de mudar de fase por escolha própria, apenas retroceder. As cobranças e críticas são feitas pelos empresários, principalmente os do ramo alimentício, que só podem vender por delivery. E para piorar esse cenário que já é bem ruim ainda existe uma taxa que também é levada em conta nas avaliações e estudos: a taxa de isolamento social.

Neste quesito, Mogi Guaçu e cidades vizinhas não têm conseguido atingir nem os 50%, índice longe de ser o mínimo esperado em todo o Estado. Nem mesmo com o fechamento dos supermercados, padarias e açougues às segundas-feiras conseguiu-se que mais pessoas ficassem em suas casas. Por conta disso, a grande discussão do momento é quando sair do isolamento social sem aumentar a contaminação evitando aumentar a precariedade da rede pública, pois a quantidade dos contaminados continua em fase crescente. E como atender todos os requisitos e ainda os interesses dos empresários, que lutam para retornar as suas atividades, tido como uma questão de sobrevivência da economia e manter os empregos e salários dos empregados?

Algumas atividades que geram aglomeração, como casa noturnas, cinemas, teatros e bares com apresentações musicais devem permanecer fechadas ainda por um bom tempo. O fim do isolamento social provoca incerteza em muita gente. Estamos prontos? Há chance de uma segunda onda do coronavírus? Acabou o risco de colapso no setor de saúde? São perguntas que muitos continuarão fazendo. E a resposta será dada pela realidade do momento.

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