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Editorial: Mandato no fim

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Dentro de seis meses, o prefeito Walter Caveanha (PTB) encerra seu quinto mandato à frente da Prefeitura Municipal. Nos últimos oito anos, comandou a cidade do alto do Morro do Ouro e pode ser que não tenha imaginado como seria difícil e desafiante o último. Além de ter que enfrentar a pandemia do novo coronavírus e centrar a maioria das ações no enfrentamento da doença, ainda existem inúmeros problemas que precisam ser resolvidos. Obras que ainda estão em andamento, sendo algumas há quase oito anos, ou que iniciaram e estão paralisadas ou ainda demandas das mais diversas que encontram-se sem solução. A lista de problemas é grande e o chefe do Executivo corre o risco de finalizar o mandato sem conseguir cumprir algumas promessa feitas, como a reabertura da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Jardim Santa Marta. Cobranças foram feitas nos últimos anos, mas sem que nada de efetivo fosse feito pela Administração Municipal. Agora, a justificativa é que o prédio da UPA está preparado para funcionar como hospital de campanha, caso o município precise aumentar o número de leitos. Mas carrega o desgaste pelas promessa feitas: prometeu a reabertura em dezembro de 2016, depois em março e abril desse ano.

Caveanha ainda tem a missão de colocar em funcionamento pelo menos quatro novas creches até o final de seu mandato. As do Pantanal, Ypê Amarelo e Chaparral estão prontas aguardando o mobiliário e equipe profissional. Já a do Guaçu Mirim está em vias de ser entregue e sairá da lista das obras mais antigas em andamento no município. Ainda nesta lista estão as obras de mobilidade urbana que completam neste domingo (14) 30 dias paradas. Caveanha e sua equipe não contavam com a derrota sofrida na Câmara Municipal e viram as obras pararem sem previsão de retorno. Se não bastasse todo o desgaste que sofreu por conta das árvores que foram arrancadas para a construção do corredor de ônibus (agora nova Avenida Alíbio Caveanha), a Administração Municipal tem quebrado a cabeça para resolver todo o imbróglio envolvendo as obras de mobilidade urbana. Independentemente da discussão de quem errou, já que contrato e lei aprovada estão em desacordo, fato é que faltou habilidade do chefe do Executivo na condução das conversas com a Câmara Municipal. Faltou e ainda falta.

Requerimentos simples com questionamentos públicos sequer são respondidos. Como esperar um retorno positivo da oposição que, agora, virou o jogo e é maioria. Nem mesmo a tentativa de reforçar a base de situação ao governo na Câmara com o retorno do ex-vereador Ivens Chiarelli (PTB) deu certo. Caveanha tem assistido protestos em frente ao Paço Municipal, tem enfrentado uma oposição mais forte, tem visto as inúmeras cobranças que não param de chegar, tem ainda que lidar com o aumento da dívida do município, sendo que foi um crítico sobre o assunto quando retornou ao posto de prefeito municipal e ainda tem todo o desgaste gerado pela falta de transparência, de informação e das promessas não cumpridas.

Caveanha tem pouco tempo para resolver as inúmeras pendências e dar solução para tantos outros assuntos que aguardam suas determinações. Ainda dá tempo de rever as prioridades, colocar os pés no chão e agilizar o que é realmente importante para a cidade. O prédio abandonado da Base Comunitária de Segurança no Jardim Fantinato, por exemplo, é um erro crasso que nunca deve ser seguido. Dinheiro jogado no lixo e o pior: dinheiro público.

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