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Editorial: O novo assusta

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Esse primeiro semestre de 2020 está sendo o pico de uma severa pandemia e depressão econômica. Uma mudança radical nos hábitos de pessoas por conta do medo de contágio em si sendo necessárias políticas públicas como quarentena e lockdown. Deste choque na rotina das pessoas muitos profetizam sobre o novo normal, novos hábitos que as sociedades incorporarão de agora em diante. Apesar de haver elementos de novo normal, o que se vive hoje não reflete a realidade esperada pela maioria. Haverá ainda uma fase de transição, que a duração dependerá de uma série de fatores, para lentamente desaguar em algo mais perene. E se isso tiver mudanças representativas ao que se vivia antes da pandemia, tais mudanças podem fazer com que o novo normal seja conquistado.

Nesta edição matérias destacam o retorno gradual do comércio, das missas e cultos e o aumento no número de casos na cidade. Artigo do pároco João Padre Ferreira Ielo mostra com clareza que o “novo” normal depende de cada um. Informações chegam a todo o momento e ninguém (ou quase ninguém) pode alegar ignorância sobre o que está ocorrendo no mundo, nos países e nas cidades.

A mudança de rotina foi drástica para a maioria da população que, claro, aguarda com expectativa a retomada das atividades, da vida, das relações. Mas a pergunta principal é: o momento é esse? Estão todos preparados para a retomada com restrições? O home office, por exemplo, veio para ficar por mais tempo do que imaginamos. Para começar, é home tudo. Home office, home escola, home mercado, home academia, home igreja. São mais de 60 dias imersos nessa nova realidade por conta da disseminação da doença. O Brasil já atingiu um ranking nada agradável: é o terceiro país em número de mortos pela Covid-19.

O cenário local também é preocupante com os casos aumentando e com o número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados (8 ocupados segundo o último boletim de um total de 19 disponíveis). Por conta disso, o retorno gradual das atividades tem que ser feito com muita cautela e responsabilidade. E não é só dever dos governos atuarem para que o vírus não mate mais gente e, sim, de todos. Os novos hábitos precisam ser adotados o quanto antes e de forma mais rígida, como a higienização das mãos, o distanciamento social e o uso de máscaras. Não é porque a flexibilização está ocorrendo em todo o Estado que o perigo foi afastado.

O novo “novo normal” significa tornar comuns atitudes que antes eram estranhas. Andar de máscara na rua, trabalhar em casa, cumprimentar com o cotovelo, sorrir com os olhos, comprar dos pequenos negócios locais, comer em casa.

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