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Editorial: O peso de uma decisão

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Nesta sexta-feira (3), o governador João Doria (PSDB) fez a quinta atualização do painel de fases da retomada econômica do Plano São Paulo, sendo a quarentena mantida até o próximo dia 14 em todo o Estado. O avanço da pandemia no interior ainda é preocupante, como explicou o governador, e, por isso, deixou 10 regiões na fase vermelha de restrição total de atividades não essenciais. Em relação à semana passada, a região de Campinas retornou a fase vermelha e a notícia negativa foi de que nenhuma área avançou a fases mais flexíveis. Na avaliação da equipe de Doria, o momento não é para relaxar e devem continuar as recomendações do fique em casa e os que tiverem que sair, sempre com máscara.

No entanto, a novidade nesta semana foi o decreto estadual sobre o uso obrigatório de máscara em todo o Estado. Desde quarta-feira (1º de julho), a Vigilância Sanitária está autorizada a multar pessoas ou estabelecimentos comerciais que desrespeitarem o uso de máscaras em espaços comuns. O Decreto Estadual 64.959 estabelece o uso geral e obrigatório de máscaras e fixa multas nos valores de R$ 524,59 para pessoas físicas e de R$ 5.025,02 para estabelecimentos, vezes o número de pessoas sem a devida proteção. Mais uma tentativa do Governo do Estado em fazer com que os índices de pessoas com proteção nas ruas aumentem. O uso de máscara pode ser um aliado do comerciante que conta os dias para a reabertura do seu comércio.

Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Itapira e Estiva Gerbi estão inseridas na DRS (Diretoria Regional de Saúde) de São João da Boa Vista, que continua na fase laranja- momento de atenção da pandemia com liberações de eventuais regiões. Porém, desde o 24 de junho, Mogi Guaçu, Mogi Mirim e Estiva Gerbi retrocederam à fase vermelha por conta do avanço da doença nos municípios. Agora, uma nova avaliação é esperada para a próxima segunda-feira (6), quando os prefeitos tomarão a decisão de manter ou não os comércios não essenciais fechados.

A disseminação da Covid-19 e sua letalidade comprovada em números, especialmente em outros países, não é a única preocupação dividida por todos. Com o fechamento do comércio e a interrupção de alguns serviços por tempo indeterminado para a contenção do contágio, a possibilidade de um colapso na economia preocupa. Mesmo sem fluxo de caixa, as responsabilidades trabalhistas e comerciais persistem. Por conta disso, a reabertura do comércio é esperada para a próxima semana, mesmo o prefeito Walter Caveanha (PTB) não dando mostras de que pode flexibilizar. Aliás, a fala do chefe do Executivo nesta semana foi de que pedirá protocolos mais rigorosos ao Comitê de Operações Emergenciais citando, inclusive, os supermercados, como trouxe a repórter Cláudia Helena da Silva Marquezi nesta edição.

A preocupação com o avanço da doença no município é aparente, assim como os gritos de socorro de centenas de empresários. O principal desafio neste momento será o de encontrar um meio termo para o momento crítico. Espera-se que diálogos possam ser abertos para que todos os segmentos sejam ouvidos, a fim de que planos sejam elaborados visando a saúde e o emprego.

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