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Editorial: Quem se habilita?

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Se por um lado a Justiça Eleitoral corre contra o tempo para ajustar datas, preparar os procedimentos para garantir o pleito de novembro com segurança e estipular prazos para partidos e pretensos candidatos, por outro as eleições começam a ganhar os contornos comuns para esse período, com a formação de chapas, indicação de nomes e surpresas no decorrer do caminho.

A maioria dos pré-candidatos a prefeito e vice que já se lançaram ao público tentam de todas as maneiras fortalecer o discurso do “novo contra a velha política”, ainda que a maior parte deles, de uma forma ou de outra, tenha ligações com nomes da chamada velha guarda ou que já usaram as canetas da Administração Municipal por algum período. Após oito anos consecutivos à frente da Prefeitura e vivendo dias que nem de perto  lembram os áureos tempos petebistas, o prefeito Walter Caveanha caminha para seus últimos meses de mandato com uma lista grande de problemas a serem resolvidos, como as obras de mobilidade urbana paradas – pelo capricho dos edis, erro crasso da Administração ou má relação com a Câmara – e a insatisfação de grande parte dos munícipes em um cenário de pandemia que ainda assusta a cidade a cada novo boletim epidemiológico divulgado.

Diante disso, parece basilar que os partidos de oposição procurem argumentos convincentes que demonstrem distanciamento com a linha que vem sendo adotada pelo atual governo. Por enquanto, pouco conseguiram mais que criticar o mínimo que foi feito nos últimos meses. Para realmente ganhar o selo de “novel”, os futuros candidatos necessitarão mais do que uma língua afiada. Precisarão de uma cabeça pensante, conhecedora dos problemas da cidade e imbuída de soluções rápidas para um município que tem problemas que vão da falta de arrecadação a questões de planejamento urbano. Para o eleitor desse ano, identificar a tal novidade pode não ser uma tarefa fácil diante dos vários candidatos que se apresentarão.

É necessário saber, inclusive, como o grupo da Administração Municipal lidará com esse fato. Muito além dos rótulos, a cidade precisará de um grupo disposto a passar por cima de diferenças políticas e que não titubeie diante do que vai enfrentar a partir de 2021, que pelos prognósticos dos especialistas ainda será de enfrentamento à Covid-19 e a tentativa da volta da movimentação da economia do país. Quem se habilita? E quem está habilitado?

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