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Editorial: Redobrar os cuidados

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A todo momento uma nova notícia sobre o novo coronavírus é divulgada e o aumento dos casos suspeitos no país já preocupa. Nas últimas duas semanas, as confirmações explodiram especialmente na China, no Irã e na Itália e atingiu em cheio vários países. O covid-19 atinge 121 nações sem seis continentes e já soma mais de 120 mil casos e se aproxima das cinco mil mortes.

A população de todo o mundo acompanha os fatos novos que surgem, o cancelamento de diversos eventos, inclusive os esportivos e culturais, e ‘assiste’ a quarentena adotada pelo governo italiano. No Brasil, por conta da confirmação de 150 casos, algumas medidas estão sendo tomadas, como o reforço das informações aos Estados e consequentemente aos municípios.

Nesta sexta-feira (13), o Ministério da Saúde recomendou que viajantes internacionais que cheguem ao Brasil fiquem em isolamento domiciliar por sete dias, mesmo que não tenham os sintomas da doença. A Pasta também orientou que grandes eventos sejam cancelados ou adiados. Estados e Municípios têm feito reuniões sobre o assunto e medidas estão sendo adotadas, como o cancelamento de eventos. Na região, o assunto também tem sido tratado internamente pelas Secretarias Municipais de Saúde. Mogi Mirim confirmou o registro de sete casos suspeitos, sendo dois deles já descartados, e o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) determinou algumas medidas na tentativa de dar atendimento a quem se contaminar, conforme explica nesta edição a repórter Cláudia Helena da Silva Marquezi.

Mogi Guaçu e Itapira não registram casos suspeitos e estão reforçando as informações junto aos profissionais da área da Saúde e acompanham o assunto mais de perto, principalmente porque uma outra doença traz preocupação: a dengue. A doença tem voltado a crescer e já soma 94 mil casos neste ano, de acordo com novos dados do Ministério da Saúde. O total representa um aumento de 71% em relação ao mesmo período de 2019.

Em recente encontro com secretários estaduais e municipais de Saúde para discutir medidas de controle do coronavírus, o Ministério da Saúde fez um apelo para que a rede de saúde reforce a vigilância contra o novo vírus, mas não perca a atenção para outras velhas doenças que atingem o país. Segundo especialistas, o avanço da dengue já era esperado por causa da mudança, no último ano, no sorotipo predominante de vírus da dengue em circulação, o qual passou a ser o tipo 2 – entre quatro possíveis. A última vez que esse sorotipo havia circulado com mais força foi em 2008, o que indica a possibilidade de que haja mais pessoas suscetíveis à doença.

No enfrentamento das duas doenças o alerta e os cuidados básicos com a higiene são primordiais. No caso da dengue, devem ser seguidos à risca as orientações de manter os quintas limpos e sem água parada, assim como não jogar lixo nas ruas e em terrenos baldios.

Sobre o Covid-19, especialistas reforçam que não há motivo para pânico, mas defendem que as autoridades implementem e ampliem medidas de mitigação envolvendo distanciamento social. A orientação é que a população faça a higienização correta das mãos com água, sabão e álcool em gel, e evitem lugares fechados e com muita aglomeração. Espera-se que as autoridades municipais, em especial, tomem medidas de contenção e que elas sejam implementadas no momento correto.

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