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Editorial: Remédio amargo

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Episódios de crise pelo mundo acontecem com relativa frequência, mas nem sempre e nem todas as pessoas sentem seus impactos. Porém, a Covid-19 pegou a maioria das pessoas de surpresa confinando milhões do dia para noite no mundo todo. A pandemia tem afetado diretamente a rotina das pessoas e exigindo respostas rápidas de enfrentamento de diversos segmentos da sociedade.

A pandemia é um problema de alcance global e com reflexos domésticos palpáveis e, justamente por isso, é grande o desafio daqueles que atuam direta e indiretamente na cidade de milhares de pessoas. As indústrias e as empresas já começaram a tomar medidas- e muitas delas bem amargas- para o equilíbrio de suas contas num contexto bem incomum, pois quase que diariamente as autoridades públicas e de saúde fazem pronunciamentos e acumulam novas medidas, decretos e posicionamentos para o combate à doença, enquanto determinação anunciadas anteriormente ainda estão sendo implementadas e adequadas aos negócios e à nova realidade.

A decisão mais recente é com relação a prorrogação da quarentena no Estado de São Paulo, agora, até 10 de maio. O anúncio do governador João Doria (PSDB) jogou água fria nos planos de muitos municípios que pensavam em flexibilizar o funcionamento do comércio. A pressão das Associações Comerciais, de comerciantes e de empregados é grande, pois demissões estão sendo registradas, a exemplo do que já acontece nas indústrias. O comércio está fechado há mais de um mês e o reflexo negativo é sentido nos 645 municípios paulistas.

A exemplo de outros Estados e municípios, a intenção dos prefeitos de Mogi Guaçu e Mogi Mirim era começar a flexibilizar o atendimento de alguns segmentos, mas com restrições, assim como já é feito para os supermercados e farmácias, por exemplo. As Prefeituras em parceria com as Associação Comerciais poderiam definir critérios e elaborar cartilhas com orientações sobre os cuidados na prevenção, enquanto as lojas ajustavam-se ao distanciamento social, readequando suas rotinas e atividades resguardando funcionários do grupo de risco e fornecendo condições e equipamentos para o trabalho e atendimento dentro dessa nova realidade.

A discussão de quem manda com interferência do Judiciário não pode tornar a realidade ainda mais difícil, principalmente para quem está sentindo na pele os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. Os municípios acabam seguindo o que determina o governador por receio de terem que enfrentar sozinhos um colapso no seus sistemas de saúde. Os números mostram o crescimento da doença no país e no Estado. Encontrar o meio nisso tudo tem sido a principal dificuldade das autoridades. Com o período da quarentena em vigor, ainda é grande o número de pessoas pelas ruas fazendo aglomerações, o que torna qualquer decisão individual ainda mais difícil de acontecer.

A torcida é grande para que as medidas que ainda serão tomadas, algumas revistas e outras anuladas, sejam para o bem comum, para a defesa dos empregos e também

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