Home»Editorial»Editorial: Uma doença chamada fake news

Editorial: Uma doença chamada fake news

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Em tempos de crise global, a prevenção e a informação são os únicos antídotos para evitar a disseminação de um surto também danoso para uma vida em sociedade: o pânico. Como tem sido amplamente divulgado, as medidas para se evitar o contágio são simples, basicamente a higienização rigorosa e adequada das mãos e adoção de posturas como a etiqueta da tosse, para evitar a proliferação do vírus e a própria contaminação. Além disso, cidades de todo o mundo têm aderido ao distanciamento social como sendo uma ferramenta importante na prevenção do Covid-19. É uma questão de mudança de comportamento, não de paranoia.

Afinal, quase tão invisíveis quanto o vírus da doença são certas pessoas que se aproveitam de momentos de comoção social, como o atual, para espalhar a desinformação. E quase sempre essas notícias falsas e boatos só se tornam ironicamente virais porque usuários bem-intencionados, acreditando fazerem o bem para o coletivo, compartilham essas informações manipuladas.

Com o agravamento da situação e a previsão de que o pico da doença ainda está por vir, o medo toma conta das redes sociais e aplicativos de mensagens, criando terreno fértil para as fake news (notícias falsas). Áudios, vídeos e imagens com todo tipo de recomendações são compartilhados à exaustão, muitos com informações incorretas e/ou imprecisas. O próprio Ministério da Saúde, assim como o Governo de São Paulo e municípios, criaram canais para tirar dúvidas sobre as informações que chegam até os usuários. No último levantamento do MS, 85% das informações relacionadas à nova doença foram avaliadas como falsas. Você já se perguntou quantas notícias, vídeos ou áudios recebeu nas últimas semanas por conta do novo coronavírus e quantas procediam?

Medidas simples de checagem podem ser feitas antes de qualquer comentário ou compartilhamento, especialmente pelas redes sociais. Por isso, que é tão importante que o Poder Público esteja em perfeita sintonia com a imprensa para que cumpram juntos o papel de fornecer a informação precisa à sociedade. Há muitas dúvidas sobre a doença e sobre quais são as melhores estratégias para combatê-la. A crise é internacional, monitorada pela Organização Mundial de Saúde, mas ninguém ainda tem todas as respostas. Diante de um problema tão desafiador, cabe a cada um exercer a própria responsabilidade de se proteger e, no caso dos boatos, de não piorar ainda mais uma situação que por si só já é crítica.

Mais importante do que ficar discutindo os números divulgados ou a demora do envio dos resultados pelo Adolfo Lutz, é momento de seguir as medidas de prevenção com a convicção de que esse momento crítico irá passar. E se receber alguma informação suspeita, não compartilhe.

 

Previous post

Tome Nota da edição de terça, dia 31

Next post

Obras municipais seguem em andamento