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Eleição sem biometria era esperada, diz chefe de Cartório

A eleição municipal será no dia 15 de novembro

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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, decidiu retirar a biometria da eleição municipal do dia 15 de novembro. O ministro seguiu recomendação de um grupo de médicos e dos técnicos da corte, que constataram que a identificação por digital poderia representar até 70% do tempo gasto por eleitor para votar. Além disso, o fato de que o processo de identificação poderia aumentar a chance de infecção, uma vez que o aparelho que faz a leitura da digital não pode ser higienizado toda vez que é usado, também foi levado em conta pelo ministro.

A questão deve ser incluída nas resoluções da eleição de 2020 e levada a votação do plenário do TSE na volta do recesso, em agosto. A decisão era esperada pelo chefe do Cartório Eleitoral de Mogi Guaçu, Hugo Ornelas. “A gente esperava sim essa questão da biometria. Ainda bem que foi como a gente esperava até porque a gente sabe que o álcool em gel estraga as urnas eletrônicas. Estamos aguardando outras resoluções, como a questão do distanciamento e material de proteção para quem irá trabalhar”, comentou.

Hugo

Segundo Hugo Ornelas, os servidores da Justiça Eleitoral se preparam para o pior cenário, ou seja, ainda com pandemia. “Estamos nos preparando para esse cenário de pandemia, então, estamos discutindo a questão do controle de entrada dos eleitores e estamos aguardando a questão da extensão do horário da eleição. Isso é decisivo para o sucesso da eleição. Por isso, esperamos que essas decisões sejam feitas o quanto antes”, ressaltou.

Nos próximos dias, o TSE também deve decidir se amplia o horário que os colégios eleitorais ficam abertos, que atualmente é das 8h às 17h, para 12h ou 13h de votação. Uma dificuldade para isso seria a necessidade de aumentar a carga horária dos mesários, mas a alternativa poderia diminuir o fluxo de eleitores. Outra hipótese discutida para diminuir a circulação de pessoas por colégio é a criação de horários específicos para cada faixa etária. O temor, nesse caso, seria com o aumento de abstenção, caso um eleitor vá até a seção eleitoral, seja vetado e não queira mais voltar.

Para reduzir o risco de contágio, o TSE desenvolverá uma cartilha com recomendações sanitárias para o dia da eleição. O material será detalhado e direcionado a todos: eleitores, mesários, fiscais de partidos, servidores dos tribunais eleitorais e populações que residem em locais de difícil acesso.

Por causa da pandemia, o adiamento do pleito foi aprovado pelo Congresso e, agora, o primeiro turno será realizado em 15 de novembro e o segundo, se necessário, em 29 de novembro. (JD com informações do TSE)

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