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Em 2020: aumenta esperança por emprego

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Por Igor Rodrigues

Quando chega o novo ano as promessas e pedidos também são feitos. Há quem prometa mudança de hábitos e quem peça uma promoção no trabalho ou até mesmo um novo emprego, ainda mais depois de um ano com dados assustadores sobre o desemprego no país.

Tendo fechado 2019 com 12,4 milhões de desempregados, resultado ruim para quem busca oportunidades no mercado de trabalho, o país inicia 2020 com otimismo. Um estudo do Itaú-Unibanco mostra que a economia deve passar por melhoras durante o ano e lentamente o nível de desemprego começa a cair acelerando a criação de vagas formais.

Segundo o estudo, entre 2019 e 2021 serão gerados 1,9 milhões de novos postos de trabalho com registro e outros 950 mil em trabalhos informais, desta forma derrubando de 12% para 11% a taxa de desemprego no país.

Os dados da PNAD/IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram mudanças positivas entre agosto e novembro de 2019, diminuindo o número de desempregados, no entanto, o número ainda é alto.

O número de autônomos também aumentou. Foram 861 mil brasileiros que passaram a trabalhar por conta própria por conta da falta de oportunidade em trabalhos formais no país.

DIA A DIA

Guaçuanos demonstram otimismo, mas apontam dificuldades

Os estudos que demonstram mais otimismo por empregos no Brasil têm refletido no humor de quem procura por uma vaga esse ano. Guaçuanos entrevistados pela Gazeta acreditam que a busca pelo emprego terminará em 2020.

Em novembro de 2019 foram criadas 136 novas vagas em Mogi Guaçu, segundo o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A criação dessas vagas segue o ritmo dos meses anteriores, puxados pelo emprego no campo. A cidade chegou a gerar 260 novos postos entre setembro e outubro.

Eder Donizete, de 57 anos, tem reforçado a entrega de currículos e mostra esperança. “Entreguei vários currículos nas obras. Eu acho que vão chamar”, afirmou.

Para Rodrigo Augusto de Oliveira, de 24 anos, o cenário é animador. “Está começando a melhorar”, disse o auxiliar de produção que busca recolocação profissional há cinco meses. Ele acredita que a melhora na economia do país deverá abrir mais postos de trabalho.

A dificuldade de se comprovar a experiência em algumas áreas faz com o tempo de busca se prolongue. Eder conta que poderia assumir uma vaga como jardineiro, mas que não consegue comprovar a experiência. “Era informal, não tinha registro e daí não consigo a vaga”, contou a se referir à falta de registro na CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social).

A dificuldade de comprovar experiência em carteira também atinge Douglas Rodrigues de Souza, de 38 anos, que, apesar de otimista, também não conseguiu comprovar a experiência por meio do registro profissional. “Falta meios de comprovar”.

Luiz Carlos Borges da Fonseca, de 55 anos, informou que está procurando emprego há dois anos e que não vê tantas melhoras no cenário local. Mas que continua a busca. Luiz passou os meses trabalhando informalmente para conseguir ter uma renda. “Não é muito sem o registro, mas já ajuda”.

O jovem Arthur Eduardo Matielo, de 19 anos, busca pela primeira vez uma oportunidade de um emprego formal. “Falta pouco para o emprego registrado”, conta o jovem que passou por alguns trabalhos informais durante a adolescência.

Mão de obra

Além das dificuldades para começar e para comprovar experiência, Douglas aponta que as empresas que chegam em Mogi Guaçu, muitas vezes, trazem equipes de outros lugares e não contratam a mão de obra local. “Chegam e contratam de longe”, apontou.

Eder concordou com Douglas e acredita que faltam políticas públicas para incentivar as empresas a contratarem pessoas do município. “Fica mais barato contratar daqui, se traz de fora tem que custear alojamento, alimentação e tudo. Fica mais caro”, disse.

MERCADO

Tecnologia e comunicação são áreas em crescimento

A rede social Linkedn, que visa facilitar network entre profissionais, as vagas que mais necessitarão de profissionais ao longo do ano no país passam por tecnologia e comunicação. Profissionais que tenham formação como engenheiro ou cientista de dados devem ter mais oportunidades em bancos e em empresas de serviços de tecnologia da informação.

Com o avanço da vida digital, as empresas também precisam estar nas redes sociais, desta forma, vagas como gestor e assistente de mídias sociais devem surgir nesta área que exige conhecimentos de publicidade, marketing digital e em programas específicos de edição de imagem.

Vagas como representantes comerciais também devem ser destaque ao longo do ano, porém, se engana que o perfil de vendedor porta a porta é o que as empresas esperam. Conhecimentos em InBound Marketing (vendas baseadas na criação de conteúdo direcionado por nicho) e OutBound Marketing (vendas ativas envolvendo principalmente negócios entre empresas) são esperados nos candidatos.

Desenvolvedores JavaScript e da plataforma Salesforce também têm maiores possibilidades de emprego. As plataformas digitais precisam de pessoas que desenvolvam cada vez mais novas funções visando a melhoria da experiência do usuário.

Profissionais que entendam do mercado financeiro também ganham oportunidades no novo formato com o avanço dos serviços financeiros e consultorias de investimento as oportunidades, como consultor na área aparecerem durante o ano.

 

Motoristas

Uma função tradicional e que deve se destacar em 2020, segundo o Linkedn, é a de motorista, mas engana-se que apenas a habilitação deve ser o suficiente. Espera-se que o profissional tenha conhecimento em atendimento ao cliente, ferramentas do Pacote Office e até mesmo liderança, pois a função passa a ser atrelada a empresas que prestam outros tipos de serviços, exigindo assim maior qualificação.

JOVENS

Estágios são alternativas para o primeiro emprego

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), 41,8% dos desempregados tem entre 18 e 24 anos. O número alto de desempregados nessa faixa etária evidencia que a juventude é bastante prejudicada em momentos de crise.

Como alternativa ao primeiro emprego formal e com carga horária reduzida, o estágio passa a ser um desejo entre os mais jovens que querem conciliar trabalho e estudo.

Empresas especializados no recrutamento tiveram crescimento na procura. A Companhia dos Estágios recebeu 200 mil inscrições para 4 mil vagas de estágio em todo o Brasil.

Em Mogi Guaçu, a CIEE (Centro Integração Empresa Escola) informou que houve crescimento de 9% das vagas estágio e aprendizagem chegando a 170 vagas já ofertadas em 2020.

 

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