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Estelionato: dono de escritório de contabilidade é preso

Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra suposto contador que tem mais de 50 crimes na ficha

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O dono de um escritório de contabilidade, localizado no Jardim Centenário, em Mogi Guaçu, foi preso na última segunda-feira (27) após uma investigação policial da Central de Polícia Judiciária (CPJ) constatar que ele praticou mais de 50 crimes de estelionato usando a profissão que exerce sem formação.

O acusado de 29 anos falsificava as guias de tributos como a do simples nacional, por exemplo, para conseguir transferir o dinheiro pago no boleto para a conta de uma terceira pessoa ligada a ele, ou seja, um laranja. De apenas um cliente o estelionatário roubou R$ 350 mil em um período de quatro anos, sendo que a justificativa apresentada por ele à Receita Federal era de que a empresa atendida por seu escritório não estava dando lucro, enquanto que, na verdade, ele mudou de forma criminosa o sistema da empresa de simples nacional para lucro presumido podendo, assim, executar a fraude.

As investigações também apontaram que o acusado não tem formação na área contábil, o que o impossibilita de assinar como sendo o proprietário de um escritório de contabilidade. Com isso, o registro do escritório dele tem uma mulher como sendo a contadora responsável. O titular da conta bancária usada pelo acusado para roubar o dinheiro do tributo falsificado e a contadora que assina pelo escritório dele estão sendo investigados no inquérito policial que foi instaurado.

A Polícia Civil pediu a prisão temporária dele e o juiz do plantão Judiciário de Mogi Mirim expediu o pedido na segunda-feira (27), dia em que ele foi surpreendido em sua residência, onde os policiais civis encontraram duas armas de fogo, sendo uma pistola semiautomática e um revólver calibre 32. As armas não tinham documentação e o acusado foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e também em virtude do cumprimento do mandado de prisão contra ele pelos mais de 50 crimes de estelionato.

O delegado responsável pelas investigações Alessandro Serrano Morcillo arbitrou uma fiança de R$ 30 mil ao golpista pelo crime de posse ilegal de arma de fogo, mas o juiz isentou o criminoso de pagar o valor.

O acusado foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de Campinas para cumprir a prisão temporária de cinco dias que pode ser prorrogada por mais cinco dias. A Gazeta procurou o delegado responsável pela investigação que terminou na prisão do estelionatário e ele informou que o indiciado irá responder a processo criminal e, se for condenado pelo crime de estelionato, ficará sujeito a uma pena de prisão que varia de 1 a 5 anos, a qual pode ser aumentada em até 2/3 em virtude da expressiva quantidade de crimes de estelionato.

A Polícia Civil orienta as pessoas jurídicas da cidade a consultarem suas empresas na Receita Federal e procurarem a CPJ para elaboração de Boletim de Ocorrência em caso de irregularidade.

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