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“Eu não acreditava neste vírus”, diz filho de Orlando Barbosa

Dois filhos da vítima acompanharam o sepultamento com máscaras, como determina os novos procedimentos

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A frase que dá título a esta matéria é de Leandro Barbosa, um dos cinco filhos de Orlando Barbosa, 83, o primeiro a morrer em Mogi Guaçu em decorrência da Covid-19. O pai, apesar da idade, era saudável e não fazia uso de medicamento. Portanto, não tinha nenhuma das doenças consideradas de risco, como hipertensão, diabetes e problemas respiratórios.

Foi depois de uma viagem a São Paulo para visitar a filha de sua companheira que Orlando começou a ter problemas de saúde. Ele esteve na capital de 19 a 23 de março. Uma semana depois, o aposentado manifestou fraqueza. Mas a suspeita inicial foi de dengue porque o exame de sangue apontou que as plaquetas estavam baixas.

O atendimento inicial foi dia 31 de março no pronto-socorro do Hospital Municipal Dr. Tabajara Ramos, onde foi medicado e liberado. Na quarta-feira (1º), o aposentado ficou mais fraco e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado. A equipe fez o atendimento e o aposentado melhorou.

Na sexta-feira (3), Orlando voltou a piorar e foi levado ao PPA (Posto de Pronto Atendimento), no Jardim Novo II. Fez vários exames e diante da falta de ar recebeu oxigênio. O médico optou por deixá-lo internado. Na madrugada, às duas horas, o aposentado foi transferido pela ambulância do Samu para o HM.

No sábado (4), diante da piora do quadro, no mesmo dia, Orlando foi levado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e foi entubado. O falecimento aconteceu na tarde de terça-feira (7). O aposentado era saudável, não tinha nenhuma doença. Durante a internação é que os exames apontaram fibrose pulmonar. “Eu não acreditava neste vírus. Agora acredito”, comenta o filho, que ao lado de um dos irmãos foram os únicos a acompanhar o sepultamento de Orlando.

Por conta da pandemia, os velórios de casos confirmados ou suspeitos estão proibidos. Com a confirmação da Covid-19, a companheira de Orlando e o enteado estão em isolamento, assim como os filhos que acompanharam o pai às consultas. A recomendação é para que fiquem 14 dias em casa, tempo que leva para a manifestação dos sintomas, caso tenha ocorrido contaminação. “Se cuidem porque este vírus está batendo na nossa porta”, orienta Leandro.

Orlando fez parte da diretoria do Cerâmica Clube nos anos de 1980. Ele deixa cinco filhos, oito netos, quatro bisnetos e uma tataraneta.

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