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Falta gás na quarentena e valor aumenta

Revendedoras registraram aumento na demanda e observaram que a carga semanal foi fracionada

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O fechamento de shoppings, bares e restaurantes está fazendo com que muitas pessoas cozinhem mais em suas casas. Consequentemente, o consumo do gás de cozinha está maior e a procura pelo produto também, o que tem feito muita gente ir até um depósito e não encontrar o gás de cozinha disponível para a venda, pelo menos não no momento em que se está precisando. Nesta segunda-feira (30), a Gazeta esteve em três distribuidoras da cidade para saber o porquê do sumiço repentino do produto. Na região central, o depósito onde trabalha Luiz Aparecido dos Santos estava com três carros parados na frente. Todos os clientes queriam gás, mas a única tarefa de Santos era avisar a todos que o caminhão com a carga chegaria apenas depois das 15 horas. “Não temos mais botijão para vender, já foi tudo”.

O distribuidor também explicou que está recebendo menos produto do que em dias normais, sendo que sua carga que era de 220 unidades passou a ser de 100. Quanto ao valor, ele segue sendo de R$ 60, sem aumento repassado ao cliente. Na Zona Leste, o depósito de Rodrigo Campana não chegou a ficar sem o produto para venda. Isso porque, a empresa que ele representa continua reabastecendo sua carga com 500 botijões, o que possibilita que ele tenha mais produto no estoque.

Mas Campana também relatou que o carregamento de seu caminhão está mais lento. “Geralmente, eu ia para Paulínia de manhã e a tarde já chegava aqui com os botijões. Hoje, meu caminhão está lá em Paulínia na fila desde sábado aguardando”. O que significa que a principal mudança no mercado até o momento gerada pela pandemia tem sido mesmo o crescimento da demanda e a carga fracionada pelas principais distribuidoras.

Campana informou que o preço do gás de cozinha continua sendo o mesmo: R$ 60 no dinheiro ou R$ 62 no cartão. Para o atual cenário, o dono do depósito diz acreditar que não há necessidade das pessoas estocarem o gás. “Por enquanto está tudo ok na produção, o que existe é mesmo uma lentidão e diminuição de abastecimento e quantidade de carga”, afirma.

Na Zona Sul, a distribuidora Paula Depieri não tinha mais gás de cozinha para vender em seu depósito. Ela informou que no último sábado (28) recebeu uma carga menor e que, agora, não tinha previsão de quando teria um novo abastecimento. “Se vier gás essa semana, vai vir fracionado novamente e bem menos do que veio”. Para Paula, as pessoas estão procurando o gás não pelo aumento na demanda de uso, mas para terem como reserva em casa. “Veio uma pessoa aqui e comprou três unidades para deixar guardado em casa”.

Atitude que ela acredita não ser correta, já que pode afetar outras pessoas. “A gente orienta para levar um só, geralmente um botijão de 13 quilos para uma família de quatro pessoas dá para um mês, então, não precisa de desespero”. Paula informou que o preço do botijão aumentou R$ 5 passando a custar R$ 65 porque o fornecedor repassou esse aumento.

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GAZETA GUAÇUANA, 31 de março de 2020