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Filha única, Andréia Silva mantém os pais isolados

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Desde o dia 23 de março, quando foi decretada a quarentena no Estado de São Paulo, a professora Andréia Cristina da Silva Leandro explicou aos pais quais eram as determinações das autoridades de saúde para este período. Na família Silva não há flexibilização. E será assim até durar a quarentena que, por enquanto, se estende até o final deste mês.

Hoje faz exatamente dois meses que Andreia não entra na casa dos pais. As compras são deixadas na garagem. Este é o limite para a professora, filha única do casal João Antônio da Silva Filho,77, e Ana Maria Ribeiro da Silva, 65. Mesmo os pais não tendo doenças consideradas de risco para a Covid-19, ela diz que não abre mão dos cuidados, pois entende que a prevenção é o mais importante neste momento.

Andreia conta que os pais são aposentados e totalmente independentes e nunca precisaram de nenhum tipo de ajuda da filha, mas compreenderam o momento. “Eu expliquei e eles entenderam, sem problema. Não vou dizer que é fácil, porque têm dias que sinto minha mãe, que é mais ansiosa, angustiada. Meu pai passa o tempo mexendo na horta. Tem dias que estão melhores, outros não”, detalha.

A filha revela que não é uma decisão fácil de ser tomada e muito menos de ser seguida sem flexibilizar, mas fala mais alto a importância de manter a saúde dos pais. Como única filha do casal é Andreia que vai às compras de tudo. Ao chegar com as mercadorias, seja qual for, ela deixa na garagem e sai. Não antes de recomendar que façam a higienização de tudo antes de guardar. “Como moram em uma casa, eles têm quintal para caminhar e tomar um sol”, pontua, observando que só os vê pela janela.

 

REGRADA

Bastante regrada, Andreia não abriu exceção à quarentena nem mesmo no Dia das Mães. “Telefonei, cumprimentei, mas não ficamos juntas”, diz. Para ela, os números locais também apontam o avanço da doença e, por isso, prefere não arriscar. Para a professora, vale à pena fazer o máximo para mantê-los distantes de qualquer possibilidade de contaminação. Na casa de Andreia, ela conta que ela e a filha também cumprem a quarentena, ou seja, saindo apenas para compras essenciais, sendo que apenas o marido está trabalhando.

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