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Funcionários votam por continuar greve

O movimento foi iniciado na quinta-feira (25) e ratificado ontem (26) em assembleia no Sindicato dos Metalúrgicos

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Os funcionários da Fundição Balancins, instalada no Parque Industrial Mogi Guaçu, continuam em greve. O movimento foi iniciado na manhã de quinta-feira (25) e ratificado em assembleia realizada ontem (26) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, com a participação de 46 funcionários. É aguardada para segunda-feira (29) reunião com o advogado da empresa, conforme adiantou o presidente do Sindicato, Benedito da Silva.

São várias as queixas sobre a empresa metalúrgica, entre as quais, não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), apropriação indébita do INSS (Instituto Nacional de Segurança Social), ou seja, recolhimento do valor e não repasse à instituição federal, além de atraso no pagamento do vale-mercado e do pagamento dos salários.

Praticamente toda a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi Guaçu esteve na empresa na quinta-feira de manhã, onde pretende ficar até que seja feito o pagamento dos atrasados aos funcionários. Isto porque, segundo o tesoureiro do Sindicato, Nelson da Silva Pessanha, a diretoria da empresa já participou de mesas redondas no Ministério do Trabalho, porém não honrou os acordos. “São cerca de 150 funcionários e 80% estão em greve”, comenta.

Representantes do Sindicato acompanham movimento
Representantes do Sindicato acompanham movimento

Pessanha destaca que os problemas na metalúrgica viraram uma bola de neve, pois nem mesmo a data-base foi aplicada, assim como não é recolhido o FGTS há três anos, descontam o INSS do funcionário sem fazer o repasse e o vale-mercado está em atraso há três meses. “Os problemas vêm de tempos, já fizemos mesa redonda e a empresa não honra com os acordos”, disse.

Os problemas não se limitam às questões financeiras. Os funcionários também se queixam das condições trabalhistas. Eles relataram aos sindicalistas que parte do teto da usinagem cedeu e muitos foram atingidos pela fuligem que se acumulava sobre o forro. O mesmo problema teria acontecido no banheiro feminino. A empresa também não conta com ambulatório médico.

Ao sindicato e à imprensa, os funcionários disseram ainda que estão sendo pressionados a trabalhar sobre o pretexto de que têm que produzir para receber. Para isso, a empresa chegou até mesmo a abrir um terceiro turno de trabalho, que não vingou. A informação dos sindicalistas é de que há produção e a exportação segue sendo feita. A empresa produz autopeças como coletor de exaustão e suporte para motor.

Greve Empresa Balancins

A Fundição Balancins possui outra unidade em Embu Guaçu (SP) que, de acordo com Pessanha, está na mesma situação da unidade guaçuana. “Eles precisam entender que a nossa prioridade é o trabalhador, se pagarem a greve termina. Caso contrário, ficaremos aqui, virando 24 horas e por tempo indeterminado”, salienta.

A unidade guaçuana da Fundição Balancins foi inaugurada em 2008. A Gazeta manteve contato com a unidade da metalúrgica em Embu-Guaçu,  conforme orientação obtida na filial guaçuana, mas não obteve retorno do recado. A informação foi de que quem poderia atender a imprensa estava em reunião.

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