Home»Cidade»Gás de cozinha: Procon está de olho nos preços

Gás de cozinha: Procon está de olho nos preços

As denúncias com relação aos valores diminuíram após ação do Procon de São Paulo

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Na capital paulista e nas cidades da região metropolitana de São Paulo, o preço do gás de cozinha aumentou em muitas distribuidoras desde o início da pandemia do novo coronavírus. Por essa razão, o Procon-SP e a SERGÁS- Sindicato das Empresas Representantes de Gás Liquefeito de Petróleo da Capital e os Municípios da Grande São Paulo- fecharam um acordo no último dia 13 para evitar os preços abusivos contra o consumidor. O acordo estabelece um teto de R$ 70 para a venda do gás de cozinha de 13 quilos e uma taxa de entrega máxima de R$ 9,90. Além disso, cada pessoa pode comprar apenas um botijão por vez.

A Gazeta fez uma pesquisa nas distribuidoras de Mogi Guaçu e de Mogi Mirim, a fim de verificar a que preço os consumidores das duas cidades estão encontrando o gás de cozinha. Foi constatado que os valores nos estabelecimentos variam entre R$ 60 a R$ 72. A pesquisa apontou que o consumidor paga mais barato se for retirar o produto no local levando a sua cota vazia. Isso porque, as distribuidoras cobram uma taxa de entrega que varia de R$ 5 a R$ 10, o que mostra que vale a pena fazer a cotação do produto antes de concretizar a compra.

Com relação à disponibilidade do gás de cozinha, Paula Depieri, que tem uma distribuidora na Zona Sul de Mogi Guaçu, informou que a procura pelo botijão diminuiu. Vale lembrar que na primeira semana da quarentena, ela não tinha mais o produto para a venda porque a procura havia aumentado. “Minha demanda está normalizando e os clientes deram uma acalmada na questão de fazer estoque por achar que o gás iria acabar”, ressaltou.

Paula contou que sua distribuidora continua recebendo menos produto, porém, com mais frequência. “Agora não estamos mais tendo falta do gás”. Com relação ao preço, Paula garantiu que não existe uma previsão de aumento para o consumidor.

NOTIFICAÇÃO

Para o coordenador do Procon de Mogi Guaçu, Ronaldo José da Silva, o acordo fechado na capital paulista e nas cidades metropolitanas de São Paulo reflete aqui na cidade no sentido de deixar os vendedores de gás de cozinha receosos em aumentar o preço de forma abusiva. “A partir do momento que foi firmado esse acordo em São Paulo, o Procon de Mogi Guaçu parou de receber reclamações sobre presos abusivos do gás”, pontuou Silva, que ressaltou que, desde o início do mês, o Procon local está notificando as empresas da cidade que revendem gás a apresentarem as notas fiscais de compra e venda dos produtos dos últimos três meses. “O objetivo é apurar as denúncias de que as empresas de Mogi Guaçu estavam abusando do preço”, enfatizou o coordenador.

Silva explicou que o Procon passou a receber reclamações com relação ao preço dos botijões que são vendidos vazios, que são as cotas. “Algumas empresas vendiam a R$ 90 e R$ 100 e, agora, estão vendendo a R$ 180”, informou Silva que relatou que em um dos estabelecimentos denunciados, a Guarda Civil Municipal registrou um Boletim de Ocorrência por crime contra a relação de consumo. “Com relação ao preço do gás, as reclamações caíram”, enfatizou.

Todas as denúncias que o Procon de Mogi Guaçu está recebendo, seja de alimentos ou de outros produtos como o gás de cozinha, estão sendo encaminhadas para a regional de Campinas da Fundação Procon, que é a responsável pelas fiscalizações. Por conta da Covid-19, o Procon de Mogi Guaçu está trabalhando em regime de plantão, oferecendo atendimento ao público apenas por telefone (3811-7800).

 

Previous post

Chico Mendes: reforma é orçada em R$ 351 mil

Next post

GAZETA GUAÇUANA, 25 de abril de 2020